Railay Beach
Chego de barco de cauda longa a esta península de Krabi isolada por paredões de calcário; areia branca e o azul do mar de Andaman, e um dos grandes points de escalada do Sudeste Asiático.
Ásia
Melhor época para ir Novembro a fevereiro (estação seca e fresca). Ilhas do Andaman: novembro a abril. Norte (Chiang Mai): vá até fevereiro, de fevereiro a abril é a temporada de queimadas, com qualidade do ar perigosa.
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A Tailândia é a porta de entrada mais sedutora do Sudeste Asiático: combina os templos dourados e a energia de Bangkok, a comida de rua mais celebrada do mundo, praias de paredões calcários no sul e o ritmo mais lento de Chiang Mai, no norte. Para o viajante brasileiro de milhas, é também um dos melhores usos de um resgate longo, voar deitado até a Ásia rende muito mais que pagar em dinheiro.
Não há voo direto do Brasil: o caminho é uma conexão única em Bangkok, em geral pelo Oriente Médio (Doha, Dubai, Abu Dhabi) ou por Lisboa. A Qatar Airways, da aliança oneworld, é a ponte mais usada por quem emite em milhas, com a Qsuite entre as melhores executivas do mundo, veja a estratégia de cabine na área de executiva e primeira classe.
Abaixo organizo o que recomendo no país, da capital às ilhas e ao norte, cada lugar como uma parada com o que tem de melhor: o que fazer, onde ficar, onde comer e as dicas práticas que evitam dor de cabeça.
Chego de barco de cauda longa a esta península de Krabi isolada por paredões de calcário; areia branca e o azul do mar de Andaman, e um dos grandes points de escalada do Sudeste Asiático.
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Maior nota da seleção
O conjunto que define Bangkok, com o reverenciado Buda de Esmeralda em jade; chego na abertura porque é a visita mais concorrida, e respeito o código de vestimenta rígido.
Península em Krabi cercada de falésias, acessível só de barco; Railay West tem o pôr do sol, Phra Nang é uma das praias mais bonitas do país, e é meca mundial da escalada esportiva.
Um dos templos mais antigos de Bangkok, a poucos passos do Grande Palácio, com o Buda reclinado de 46 metros e os pés em madrepérola; é também o berço da massagem tailandesa, que dá para fazer ali.
O templo mais fotogênico de Bangkok, na margem oeste do Chao Phraya; cruzo de barco a partir do Wat Pho e volto no fim da tarde, quando iluminado ao pôr do sol é outro espetáculo.
O templo-símbolo de Chiang Mai, no alto de uma montanha a 15 km da cidade; subo os 306 degraus da escadaria das naga (ou o funicular) até o chedi dourado e a vista do vale, chegando cedo para luz boa.
O maior mercado de rua da Tailândia, com mais de 15 mil bancas só aos fins de semana; vou cedo antes do calor e da multidão, levo dinheiro vivo e chego de metrô para evitar trânsito.
O maior chedi de Chiang Mai, do século XV e parcialmente arruinado por terremoto, no coração da cidade velha murada; ao entardecer é um dos melhores lugares para um monk chat informal com os monges.
A enseada de paredões calcários eternizada no cinema, dentro de parque nacional; reabriu com regras rígidas (cota, sem nadar dentro da baía) e fica fechada de 1º de agosto a 1º de outubro de 2026, …
Grande dama à beira do Chao Phraya desde 1876 e ainda referência de serviço; sendo independente, não rende nem resgata pontos.
Pavilhões escondidos entre falésias em Krabi, com praias acessíveis só por barco; confirme as obras previstas para 2026 (piscina e restaurante).
Resort de praia em Mai Khao, longe do agito de Patong e ótimo para famílias; categoria 6 do Bonvoy, o trunfo de pontos da lista.
Estrela Michelin de comida de rua: a senhora dos óculos de mergulho cozinha no wok em fogo de carvão, e a omelete de caranguejo é única; espere fila longa e preço alto para padrão de calçada.
As três estrelas Michelin do sul tailandês: o chef resgata receitas quase perdidas com ingredientes sustentáveis e cocção lenta; menu-degustação caro e disputado, reserve com semanas de antecedência.
O templo da cozinha indiana progressista de Gaggan Anand: mais de 20 pratos teatrais em atos, com luz e trilha, num balcão de poucos lugares; reserve só pelo site e confirme as datas, porque o chef…
Onde eu provo o khao soi símbolo de Chiang Mai sem mistério: macarrão em curry cremoso de coco premiado com Bib Gourmand, casa simples e barata; espere fila no almoço e leve dinheiro vivo.
Do Suvarnabhumi, o Airport Rail Link é a melhor saída: ~26 a 30 min por 35 a 45 baht (~R$6 a 7) até Makkasan/Phaya Thai, com baldeação para metrô e BTS. Táxi com taxímetro sai por volta de 400 baht (~R$63) com pedágios, em 30 a 50 min conforme o trânsito. Use sempre o táxi metered da fila oficial.
Desconfie de qualquer estranho simpático que diga que um templo está fechado hoje (o Grande Palácio quase nunca fecha) e ofereça um tuk-tuk baratíssimo para um passeio. O roteiro termina sempre em loja de pedras ou alfaiate, com pressão para comprar gemas falsas ou superfaturadas com promessa de revenda lucrativa. Verificado e ainda comum em 2026: ignore e siga para a bilheteria oficial.
Para transporte em Bangkok, Chiang Mai e Phuket, o app Grab dá preço fixo antecipado e corrida rastreada, evitando o taxímetro quebrado e a recusa de ligar o medidor. Em Bangkok, combine com o BTS (Skytrain) e o MRT (metrô), que fogem do trânsito notório da cidade, rápidos, baratos e com ar-condicionado.
Um eSIM ativado antes de embarcar evita a fila de SIM no aeroporto e já te deixa online ao pousar, essencial para Grab, mapas e o QR do TDAC. As operadoras locais (AIS, TrueMove H) têm cobertura ampla; planos de turista com dados generosos por poucos dólares são fáceis de achar. Confirme que seu celular aceita eSIM antes de comprar.
Templos e o Grande Palácio exigem ombros e joelhos cobertos (no Grande Palácio, pernas até o tornozelo); tire os sapatos ao entrar nos santuários e nunca aponte os pés para imagens de Buda. Leve um lenço ou sarongue na bolsa para improvisar. Mulheres não devem tocar em monges. As regras de vestimenta são levadas a sério e barram a entrada.
As distâncias enganam: o país é grande e o trânsito atrapalha, então use voos domésticos baratos (AirAsia, Nok, Thai Lion, Bangkok Airways) entre Bangkok, Chiang Mai e o sul. Para as ilhas do Andaman, voe para Phuket ou Krabi e siga de barco; Phi Phi fica convenientemente entre as duas. No norte, vá até fevereiro para fugir da fumaça das queimadas.
Não há voo direto: a viagem é com uma conexão até Bangkok (BKK), em geral via Oriente Médio (Qatar por Doha, Emirates por Dubai, Etihad por Abu Dhabi) ou via Europa (TAP por Lisboa + parceiro). Em milhas, a Qatar (oneworld) é a ponte mais usada: emite-se em LATAM Pass (rotas LATAM+Qatar com origem no Brasil), Avios ou Qatar Privilege Club. Disponibilidade e tabelas mudam; pesquise com antecedência.
Não para turismo. Verificado em junho de 2026: Brasil e Tailândia têm um acordo bilateral histórico que isenta brasileiros de visto por até 90 dias por entrada, e esse prazo segue valendo em 2026, mesmo com o país reduzindo a isenção geral de 60 para 30 dias para a maioria das nacionalidades (regra separada do acordo brasileiro). É obrigatório passaporte válido por 6+ meses e preencher o Thailand Digital Arrival Card (TDAC), online e gratuito, até 72h antes de chegar. Confirme no site oficial antes de viajar.
De novembro a fevereiro, a estação seca e fresca, é a melhor janela geral. As ilhas do Andaman (Phuket, Krabi, Phi Phi) ficam ótimas de novembro a abril, com pico em dezembro e janeiro. Para Chiang Mai e o norte, vá até o fim de fevereiro: de meados de fevereiro a abril ocorre a temporada de queimadas, com fumaça agrícola e qualidade do ar perigosa.
De 10 a 14 dias para combinar com calma Bangkok, uma ilha do sul e Chiang Mai. Com 7 a 8 dias, dá para fazer Bangkok mais uma única região (sul ou norte) sem correria. Como as distâncias são grandes, conte com voos domésticos entre as bases para não perder dias na estrada.
Use Bangkok como porta de entrada (chegada e saída internacional) e voe nos trechos internos: voos domésticos baratos ligam Bangkok a Chiang Mai (norte) e a Phuket/Krabi (sul) em 1h a 1h30. Para as ilhas, voe a Phuket ou Krabi e siga de barco, Phi Phi fica convenientemente entre as duas. Um encaixe comum: Bangkok, ilhas do sul, Chiang Mai e volta a Bangkok.
O país é, no geral, seguro para turistas, e os problemas mais comuns são golpes, não violência. Fique atento ao golpe da pedra preciosa e do tuk-tuk barato e ao truque do templo fechado hoje perto do Grande Palácio (ele quase nunca fecha). Use Grab em vez de táxi de rua, prefira casas de câmbio confiáveis e cuidado com aluguel de moto sem seguro. Confira alertas atualizados antes de viajar.
Entre os endereços avaliados em Tailândia, predomina a faixa $$$$ (Luxo). As faixas variam conforme o tipo de casa, de botecos a restaurantes de degustação.
As cozinhas mais presentes entre as avaliações de Tailândia são Tailandesa e Indiana.
Entre os hotéis que recomendo em Tailândia estão Mandarin Oriental, Bangkok (nota 4,8/5), Rayavadee (nota 4,7/5) e JW Marriott Phuket Resort & Spa (nota 4,6/5). Veja a faixa de preço e o bairro de cada um nos cards do guia.