Skyline de Nova York

Copa do Mundo 2026: guia de viagem para brasileiros

Atualizado em 3 de junho de 2026

A parte fácil é decidir ir. A Copa de 2026 é a maior da história, 48 seleções, 104 jogos e 16 cidades espalhadas por três países entre 11 de junho e 19 de julho de 2026. Para o brasileiro, o desafio não é só o ingresso: é o visto, a internet, o dinheiro e, principalmente, como se locomover num torneio que vai de Vancouver à Cidade do México. Este é o meu guia de viagem para quem vai (ou quer ir) à Copa, datado de junho de 2026 e escrito para confirmar cada passo na fonte oficial. Aviso: aqui eu não falo de preço nem de revenda de ingresso; ingresso, só pelos canais oficiais da FIFA.

Datas, sedes e por que a logística é o maior desafio

São 16 cidades-sede: nos EUA, Los Angeles, Nova York/Nova Jersey, Dallas, Boston, Kansas City, Atlanta, Houston, Miami, Filadélfia, San Francisco e Seattle; no México, Cidade do México, Guadalajara e Monterrey; e no Canadá, Toronto e Vancouver. A abertura é no Azteca (Cidade do México) e a final no MetLife (Nova Jersey, na região de Nova York). Como os jogos pulam de costa a costa e de país a país, montar o roteiro antes de comprar passagens internas é o que separa a viagem tranquila da maratona de aeroporto.

Documentos: visto dos EUA, eTA do Canadá e entrada no México

O ponto que mais derruba viagem de brasileiro para a Copa: o ESTA não vale para o passaporte brasileiro. Para os EUA é preciso o visto B1/B2 (entrevista, taxa de US$ 185 e validade que costuma ser de 10 anos), e a fila de entrevista pode ser longa, então quem ainda não tem deveria correr. Se a viagem passa pelo Canadá (Toronto/Vancouver), é preciso a eTA; e o México restabeleceu a autorização eletrônica (SAE) para entrada aérea em 2026. Detalho prazos, taxas e a regra dos 6 meses de passaporte no guia de documentos e vistos para brasileiros. Tudo datado e para confirmar no consulado.

Internet: eSIM ou roaming antes de embarcar

Você vai depender do celular para mapa, ingresso digital, transporte por app e grupo da galera, e wi-fi público não resolve. As duas saídas são eSIM (compra antes da viagem, ativa ao pousar) ou roaming internacional do seu plano. Comparo as opções, planos e o passo a passo no guia de eSIM e internet na viagem.

Dinheiro e cartão no exterior

Nos EUA quase tudo é no cartão, mas o que pesa é o IOF e o spread. Vale ter um cartão internacional com IOF baixo (tipo Wise, Nomad, C6 Global) e levar algum dólar em espécie para gorjeta e transporte. Comparo as opções no guia de cartão para usar no exterior.

Transporte entre as cidades-sede

Não dá para fazer a Copa de carro, as distâncias são continentais. A base é voo interno (compre com antecedência; preços disparam perto dos jogos). A boa notícia é o Nordeste dos EUA: Nova York, Filadélfia, Boston e Washington estão ligadas por trem e ônibus baratos. O exemplo que mais aparece é Nova York → Filadélfia: o jeito mais econômico é o combo NJ Transit + SEPTA (você troca de trem em Trenton, cerca de 3 horas no total e poucos dólares); o mais rápido é o Amtrak Northeast Regional (~1h20, preço variável). Para trechos longos, agrupe jogos por região e reserve os voos internos cedo.

No dia do jogo: transporte local e estacionamento

Regra de ouro: não vá de carro até o estádio se houver transporte público. Durante a Copa, os passes de estacionamento perto das arenas devem ficar muito caros, a imprensa brasileira já noticiou, em Miami, passes na casa de US$ 175 na fase de grupos e US$ 250 no mata-mata. Some a isso o trânsito e a saída em massa no fim do jogo. Prefira metrô, trem ou transporte por app, chegue cedo (a entrada com revista costuma ser lenta) e tenha o ingresso digital já carregado no celular antes de sair do hotel.

Quando chegar e onde ficar

Sempre que der, chegue na cidade um dia antes do jogo, fuso, atraso de voo e o aperto do dia da partida não combinam. Hospedagem perto das datas dos jogos sobe muito; reservar cedo (de preferência com cancelamento grátis) e considerar bairros um pouco afastados, mas com transporte público bom, costuma render. Para as sedes que já tenho guia completo, veja Nova York, Miami, Orlando e San Francisco, com hotéis, o que fazer e o painel de milhas de cada uma.

Perguntas frequentes

Brasileiro precisa de visto para ir à Copa nos EUA?

Sim. O ESTA não vale para o passaporte brasileiro, então é preciso o visto americano B1/B2 (entrevista, taxa de US$ 185, validade que costuma ser de 10 anos). Quem ainda não tem deveria providenciar com antecedência por causa da fila de entrevista. Detalhes no guia de documentos e vistos.

Dá para ir de carro entre as cidades-sede?

Entre cidades próximas no Nordeste dos EUA, sim, mas o torneio é continental (3 países), a base do deslocamento é voo interno, reservado com antecedência. No corredor Nova York–Filadélfia–Boston, trem e ônibus são baratos e práticos.

Qual a forma mais barata de ir de Nova York a Filadélfia?

O combo NJ Transit + SEPTA (troca de trem em Trenton) é o mais econômico, cerca de 3 horas por poucos dólares. O Amtrak Northeast Regional é mais rápido (~1h20), com preço variável. Confirme horários nos sites oficiais de cada operadora.

Como ter internet no celular durante a Copa?

Com eSIM (comprado antes da viagem) ou roaming internacional do seu plano. Não dependa de wi-fi público. Veja o guia de eSIM e internet.

Este guia ajuda a comprar ingresso da Copa?

Não. Aqui o foco é a viagem (documentos, internet, dinheiro e transporte). Ingresso oficial só pelos canais da FIFA, cuidado com revenda e golpes.

Última verificação: junho de 2026. Datas, vistos, taxas e preços de transporte mudam, confirme na fonte oficial (consulado dos EUA, FIFA, operadoras de transporte) antes de fechar a viagem.