O que eu faria
O que eu faria antes de comprar a passagem em milhas: abrir o passaporte e conferir a validade contra a regra do destino, porque Schengen conta 3 meses depois da data de saída, não 6 meses fixos. Depois, o visto: brasileiro não usa ESTA nos Estados Unidos, precisa de visto, e o Reino Unido exige a ETA eletrônica. O ETIAS ainda não vale, e eu não conto com data de início até a União Europeia publicar uma. O que eu não faria: confiar na memória de uma viagem anterior, porque regra de fronteira muda por decreto. Cada número aqui tem data; confira na fonte oficial na semana do embarque.
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Documentos para viajar: turista brasileiro
Comprar a passagem em milhas é a parte fácil. A que mais derruba viagem é a burocracia: um passaporte vencendo, um visto que ninguém avisou que precisava, uma autorização eletrônica nova que mudou no meio do caminho. Este é o meu hub de documentos, passaporte, vistos, ETIAS, ESTA, o novo sistema europeu de fronteiras e a vacina de febre amarela, escrito para brasileiro, com tudo datado de junho de 2026. Aviso desde já: regra de fronteira muda, e muda rápido. Eu trato cada número aqui como uma foto do momento e recomendo que você confirme na fonte oficial antes de embarcar. Se a sua dúvida é especificamente sobre o nome no bilhete bater com o passaporte, isso está no guia dedicado de nome na reserva e passaporte.
Que documento levar, por destino (resumo)
Antes do detalhe de cada documento, o quadro rápido. Confirme sempre na fonte oficial do destino, porque as regras mudam:
| Destino | Documento | Visto / autorização |
|---|---|---|
| Voo dentro do Brasil | RG ou CNH válidos (com foto, em bom estado) | , |
| Mercosul e associados (Argentina, Chile, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Peru, Colômbia, Equador) | RG em bom estado ou passaporte | Não, para turismo |
| Europa / Schengen | Passaporte válido | Isento de visto até 90 dias; ETIAS ainda não exigido, sem data oficial de início |
| Reino Unido | Passaporte válido | ETA (autorização eletrônica) obrigatória |
| Estados Unidos | Passaporte válido | Visto americano (brasileiro não usa ESTA) |
Viagem nacional e Mercosul: quando o RG basta
Para voar dentro do Brasil você não precisa de passaporte, basta um documento oficial de identidade com foto: RG, CNH ou carteira funcional reconhecida. O detalhe que pega gente é o estado do documento: RG muito antigo, plastificado quebrado ou com foto que não te identifica mais pode ser recusado no embarque. A CNH vale como identidade, mas a versão digital nem sempre é aceita, leve a física ou confirme com a companhia.
Para os vizinhos do Mercosul e associados (Argentina, Chile, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Peru, Colômbia e Equador), o brasileiro pode entrar a turismo só com o RG, sem passaporte, desde que o documento esteja em bom estado e, de preferência, com menos de 10 anos de emissão, alguns controles olham isso. Se o seu RG é antigo ou está gasto, eu levaria o passaporte para não arriscar na fronteira. Para qualquer destino fora dessa lista, passaporte é obrigatório.
O passaporte é a base de tudo, e é onde mais gente se atrapalha por achar que tem tempo. No Brasil, o passaporte comum é emitido pela Polícia Federal. Os números que eu confirmei em maio de 2026, na página oficial do gov.br:
- Validade: 10 anos para maiores de 18 anos (para crianças e adolescentes, o prazo é menor e varia com a idade).
- Taxa: R$ 257,25 (a Guia de Recolhimento da União, paga antes do atendimento).
- Prazo de entrega: de 6 a 10 dias úteis, contados após o atendimento presencial. Na prática eu sempre conto folga, porque agendamento e demanda variam por cidade.
- Não existe “renovação”. Quando o seu passaporte vence, danifica ou esgota as páginas, você solicita a emissão de um documento novo, o processo é o mesmo da primeira via.
A regra dos 6 meses. Esse é o detalhe que mais arruína viagem de quem deixou o passaporte “no limite”. Muitos países exigem que o seu documento tenha validade mínima de seis meses além da data de saída deles, não basta estar válido no dia do voo. Não é uma lei universal (alguns destinos pedem só validade durante a estadia), mas é tão comum que eu trato como regra padrão: se faltam menos de seis meses para o passaporte vencer, eu emito um novo antes de comprar a passagem. Confirme a exigência exata do seu destino no consulado correspondente.
Passaporte de emergência. Existe, com prazo de emissão bem mais curto, mas tem duas pegadinhas: a validade é de apenas 1 ano e ele não é destinado a viagens de turismo, é para casos de comprovada urgência (motivo humanitário, médico etc.). Não conte com ele como atalho para uma viagem de férias mal planejada. O caminho certo é emitir o passaporte comum com antecedência.
Europa / Schengen: são 3 meses após a saída, não 6 meses fixos
Para uma viagem de turismo de até 90 dias ao Espaço Schengen, o passaporte brasileiro precisa estar válido por pelo menos três meses após a data planejada de saída da área Schengen e ter sido emitido nos últimos dez anos. Exemplo: quem sai da área em 31 de agosto precisa de validade até, no mínimo, 30 de novembro. Os “seis meses” que muita gente repete não são a regra europeia: eles resultam quando a pessoa entra com quase 90 dias de viagem pela frente (90 dias de estadia + 3 meses depois da saída). Ainda assim, itinerário, conexão ou situação individual podem mudar a análise; antes de emitir, eu confiro os requisitos na fonte oficial da União Europeia e na representação do país de entrada.
ETIAS: o que é, e por que ainda não vale
O ETIAS (sigla em inglês para Sistema Europeu de Informação e Autorização de Viagem) é o ponto que mais gera confusão, porque foi adiado várias vezes. Vou ser direto sobre o status real em outubro de 2026: o ETIAS ainda não está em vigor, e ficou sem data. Até julho a União Europeia apontava o último trimestre de 2026, logo depois do EES; reconferi o site oficial em 22 de agosto de 2026 e essa previsão saiu do ar; nas novas conferências, em 23 de setembro e em 14 de outubro de 2026, continuava sem data. O que está publicado hoje é que o sistema não está em operação, que nenhum pedido está sendo recebido e que a data exata será anunciada com meses de antecedência. O lançamento já foi adiado várias vezes. Ou seja: hoje você ainda não precisa de ETIAS, mas, se a viagem for daqui a alguns meses, confira o status antes de comprar a passagem.
O que isso significa na prática para o brasileiro hoje: você entra no Espaço Schengen apenas com o passaporte válido, para estadas de turismo de até 90 dias em cada período de 180 dias. Nada de autorização prévia, nada de taxa europeia, ainda.
Quando o ETIAS finalmente entrar em vigor, é importante entender o que ele é (e o que não é):
- Não é um visto. É uma autorização eletrônica de viagem, pedida online antes de embarcar, parecida com o ESTA americano ou o eTA canadense. Vale para nacionalidades que já são isentas de visto, incluindo o Brasil.
- Custo previsto: € 20 por autorização, valor definido pela Comissão Europeia em julho de 2025 (era € 7 no plano original). A previsão é de isenção da taxa para menores de 18 e maiores de 70 anos.
- Validade longa. A autorização será válida por vários anos (ou até o passaporte vencer), cobrindo múltiplas entradas, você não pede uma nova a cada viagem.
- Vinculado ao passaporte. Se você trocar de passaporte, precisa de uma nova autorização.
Como a data de lançamento já mudou tantas vezes, eu não cravo um dia aqui, escrevo de propósito de forma condicional. Antes da sua viagem à Europa, confira o status atual na fonte oficial (o portal da União Europeia em travel-europe.europa.eu). É a única maneira honesta de tratar uma regra que vive sendo remarcada.
EES: o novo controle de fronteira europeu (esse já existe)
Diferente do ETIAS, o EES (Entry/Exit System, Sistema de Entrada/Saída) já é realidade. Ele começou a funcionar de forma progressiva em 12 de outubro de 2025 e ficou plenamente operacional em 10 de abril de 2026. Não custa nada e não é visto, é a forma como a Europa passou a registrar quem entra e sai.
O que muda para você na fronteira: em vez do velho carimbo no passaporte, o sistema faz um registro digital da sua entrada e saída e coleta biometria, foto do rosto e impressões digitais. Na prática isso significa duas coisas: a primeira passagem pode ser mais lenta (já houve relatos de filas maiores nos aeroportos durante a implantação); e o controle dos seus 90 dias em 180 passa a ser automático, sem depender de carimbo legível. Não há nada para você solicitar com antecedência, o EES acontece no momento em que você cruza a fronteira. É só chegar com tempo e paciência extra no aeroporto.
Para agilizar esse controle, a União Europeia lançou o aplicativo gratuito “Travel to Europe”, em que o viajante não europeu pode pré-registrar os dados do passaporte e a foto do rosto até 72 horas antes de chegar à fronteira. Usar o app é opcional: ele pode poupar tempo no guichê, mas não é obrigatório e não garante a entrada, a decisão é sempre do agente na fronteira. Por enquanto, funciona em poucos países e com alcance diferente em cada um: na Suécia dá para adiantar passaporte, foto e o questionário de entrada; em Portugal, por ora, só o questionário. Baixe apenas pela página oficial da União Europeia, apps falsos de imigração são um golpe comum.
Reino Unido: a ETA (e por que o passaporte europeu não isenta)
Desde 2025, o Reino Unido passou a exigir a ETA (Electronic Travel Authorisation) de quem viaja a turismo sem visto, e isso inclui os brasileiros. É uma autorização eletrônica vinculada ao passaporte, solicitada e paga online antes do embarque. Custa £20, paga em libras só no canal oficial, permite estadas de até seis meses por visita e vale por dois anos ou até o passaporte expirar, o que vier primeiro. Cada pessoa precisa da sua, incluindo bebês e crianças.
Passaporte italiano ou português, sozinho, não isenta da ETA para entrar no Reino Unido. A necessidade depende também de visto ou permissão de residência e das isenções oficiais. Quem permanece em trânsito airside, sem passar pelo controle de fronteira, está dispensado da ETA; confirme com a companhia se esse é o percurso da sua conexão. Para solicitar, use o aplicativo oficial UK ETA ou gov.uk/eta.
Heathrow: trocar do Terminal 3 para o 5 exige ETA?
A troca de terminal, por si só, não exige passar pela imigração. Em um itinerário internacional conectado, siga as placas roxas Flight Connections e confira o terminal de saída nos painéis. O guia oficial de Heathrow orienta usar o ônibus gratuito de conexão entre terminais. Você passa por nova inspeção de segurança, que não é o controle de imigração.
Eu confirmaria o percurso antes de viajar: bilhetes separados, retirada de bagagem e conexão para um voo doméstico britânico podem exigir entrada no país. Para bilhetes separados, Heathrow orienta passar pela imigração e fazer novo check-in. Não presuma a dispensa de ETA apenas por viajar sem mala despachada. Se precisar entrar, confira a autorização aplicável ao seu passaporte e às suas permissões.
Conexão e isenções de ETA verificadas em 6 de outubro de 2026, nas fontes oficiais acima. Esta revisão não atualiza o preço da ETA nem os demais documentos do guia.
EUA: brasileiro não usa ESTA, precisa de visto
Esse é o erro mais comum que eu vejo, e quero ser cristalino: o ESTA não vale para o passaporte brasileiro. O ESTA é a autorização eletrônica do Visa Waiver Program (programa de isenção de visto) dos Estados Unidos, e o Brasil não faz parte desse programa. Portugal, Espanha, Itália, Chile e dezenas de outros países estão; o Brasil, não.
Por isso, para viajar aos EUA, o brasileiro precisa de visto americano. Para turismo e negócios, o visto é o B1/B2. O que você precisa saber (verificado em julho de 2026):
- Entrevista consular presencial, agendada após o preenchimento do formulário DS-160 e o pagamento da taxa.
- Taxa: US$ 185 (taxa consular do B1/B2, paga antes do agendamento).
- Nova taxa de US$ 250 (a “Visa Integrity Fee”): uma taxa extra, por cima dos US$ 185, criada por lei americana em 2025 e cobrada só quando o visto é aprovado e emitido. A cobrança está sendo escalonada nos consulados ao longo de 2026 (veja o parágrafo abaixo).
- Validade: costuma ser de 10 anos para brasileiros (cada caso é decidido pelo consulado).
- Prazos de agendamento variam muito conforme o posto consular (São Paulo, Rio, Brasília, Recife, Porto Alegre). Por isso eu começo o processo do visto muito antes de pensar em datas de viagem.
Sobre a nova taxa de US$ 250: em julho de 2025, os Estados Unidos criaram a chamada Visa Integrity Fee, uma taxa de US$ 250 que se soma aos US$ 185 do B1/B2 e é cobrada no momento em que o visto é emitido, não na solicitação. Como o Brasil não faz parte do Visa Waiver, o visto do brasileiro está entre os afetados. Na prática, porém, em 2026 a implementação ainda é irregular: alguns consulados já começaram a cobrar e outros aguardam o sistema de pagamento entrar no ar, sem uma data única confirmada para todos os postos. Por isso eu trato os US$ 250 como um custo provável, e não garantido: confirme o valor total no site oficial da Embaixada e Consulados dos EUA no Brasil antes de fechar seu orçamento. A lei prevê devolução da taxa a quem cumpre todas as regras do visto, mas o próprio governo americano reconhece que o processo de reembolso deve levar anos para existir, então eu não contaria com esse dinheiro de volta.
A única exceção: se você tem dupla cidadania de um país que faz parte do Visa Waiver (por exemplo, passaporte português, italiano ou espanhol), aí sim você pode entrar com o ESTA usando esse passaporte, sem visto B1/B2. Mas isso é uma vantagem da outra cidadania, não do passaporte brasileiro. Para o status atual de taxas, formulários e agendamento, a fonte é o site oficial da Embaixada e Consulados dos EUA no Brasil.
Só fazendo conexão nos EUA? Também precisa do visto
Uma conexão nos EUA também exige a documentação de entrada aplicável; ficar no aeroporto não dispensa essa verificação. Para quem viaja com passaporte brasileiro, eu confirmaria o visto antes de emitir. A orientação oficial sobre trânsito descreve o visto C e informa que um visto de visitante B válido pode servir para a conexão. A possibilidade de usar o programa de isenção de visto depende da nacionalidade e da elegibilidade, não do resgate com milhas.
O lugar da inspeção pode mudar. Em uma chegada internacional sem controle antecipado, você passa pela inspeção de entrada nos EUA. Já no preclearance em aeroporto habilitado, a inspeção americana acontece antes de embarcar para os EUA; depois de liberado nesse procedimento, o viajante pode seguir para a conexão sem repeti-la na chegada. Confirme qual percurso vale para o seu voo. Para a mala despachada, consulte a orientação de retirada e novo despacho, que também tem exceções por rota.
Trânsito e local da inspeção verificados em 6 de outubro de 2026 nas fontes oficiais acima. Esta revisão não atualiza as taxas de visto nem os demais documentos deste guia.
A boa notícia é que normalmente não é preciso um visto de trânsito específico (o C-1): o mesmo visto B1/B2 que você já usa para turismo ou negócios cobre a conexão. O que não existe é uma exceção para quem só quer trocar de avião. Antes de montar um roteiro de milhas com escala nos EUA, confirme a exigência na página oficial do Departamento de Estado americano.
Estados Unidos: validade do passaporte e do visto
Data de vencimento do visto não é data-limite para sair dos Estados Unidos. Ela é a última data em que você pode usar aquele visto para viajar até uma fronteira americana e pedir admissão. Na chegada, é o agente da imigração que decide se você entra e até quando pode ficar. Depois de admitido, a referência é a data “Admit Until” do seu I-94, não a data impressa no visto.
Na prática, um visto B1/B2 que vence durante a viagem não obriga você a voltar antes desse vencimento, desde que a admissão tenha sido regular e você saia até a data indicada no I-94. Mas eu não trataria “chegar no último dia do visto” como estratégia: o visto apenas permite pedir entrada, e a decisão de admissão e do período de permanência continua sendo do agente da CBP.
Passaporte e visto têm regras separadas. O passaporte precisa estar válido para a viagem. A regra geral americana menciona seis meses de validade além da estadia, mas o Brasil integra a lista oficial de países dispensados dessa extensão: para o passaporte brasileiro, a referência é que ele esteja válido durante o período pretendido de permanência. Ainda assim, eu renovaria com folga se a validade estiver apertada e confirmaria a documentação com a companhia aérea antes do embarque, conexões e regras operacionais podem acrescentar exigências.
Outro detalhe útil: se o visto americano válido estiver no passaporte antigo, ele pode ser usado junto com um novo passaporte válido, desde que o visto não tenha sido cancelado ou revogado. Confira sempre a orientação do Departamento de Estado antes da viagem.
Vistos por destino: como descobrir se você precisa
Não dá (nem adianta) listar todos os países aqui, porque a regra muda e cada destino tem a sua. O que vale é o método. A boa notícia é que o passaporte brasileiro é forte: você é isento de visto em boa parte da Europa, América do Sul, e em muitos destinos da Ásia e do Caribe. A lógica geral mais útil de guardar:
- Schengen (Europa): isento, até 90 dias em cada 180 (e, por enquanto, sem ETIAS, veja a seção acima).
- EUA: exige visto (B1/B2), como expliquei.
- Destinos que mudaram a regra: o caso mais quente é o México. Em fevereiro de 2026, o governo mexicano restabeleceu a autorização eletrônica (SAE) para brasileiros que chegam por via aérea a turismo ou negócios, autorização online, paga (na faixa de US$ 10), vinculada ao passaporte, para uma entrada de até 180 dias. Há isenções (quem tem residência ou visto válido de EUA, Canadá, Schengen, Reino Unido ou Japão costuma estar dispensado), e fronteira terrestre/marítima segue exigindo visto consular. Como é regra nova e em ajuste, eu trato como condicional e confirmo no portal oficial mexicano e no consulado antes de viajar (relevante para quem vai a Cancún ou à Cidade do México).
Onde checar (sempre fonte oficial): o consulado ou embaixada do país de destino é a autoridade final sobre quem precisa de visto. O Itamaraty (gov.br/mre) pública avisos para brasileiros país a país e é meu segundo ponto de consulta. Eu nunca decido com base em blog (incluindo este): uso o guia para saber o que perguntar e confirmo a regra vigente na fonte oficial, datando a checagem.
Coreia do Sul: como consultar o pedido K-ETA
Já enviou o pedido K-ETA e quer saber o resultado? Eu consultaria a opção individual no portal oficial: esse formulário não pede código de e-mail. Isso é diferente de resolver a verificação de e-mail antes de concluir uma solicitação.
- Abra Check Application Results e use a área Check individual applicant, não a consulta de todos os passageiros.
- Informe o número do passaporte e a data de nascimento. Depois, preencha uma das duas alternativas: número do pedido (Application Number) ou data de validade do passaporte (Passport Expiration Date).
- Selecione Check Application Results para consultar o pedido. Não confunda pedido enviado ou em análise com autorização aprovada.
A consulta de todos os solicitantes sem conta (Check non-member) exige e-mail e código de verificação. Quem fez o pedido com uma conta pode consultar os detalhes após entrar nela.
O código para iniciar o pedido não chegou: e agora?
Se você ainda não concluiu e enviou a solicitação, a consulta de resultado não substitui essa etapa. Eu começaria pela conferência do endereço de e-mail e da pasta de spam. O canal oficial Ask Us recebe dúvidas, mas também exige verificação de e-mail; não é um atalho garantido quando o código não chega. Não conte com uma solução ou aprovação na véspera do voo.
Antes de solicitar, confira sua elegibilidade e os avisos de funcionamento no portal oficial K-ETA. A autorização eletrônica não é um visto. Esta orientação não define quem está dispensado, nem promete autorização, embarque ou entrada na Coreia do Sul.
Consulta e verificação de e-mail conferidas em 04/10/2026. Esta atualização é restrita à seção K-ETA, não uma nova revisão de todas as regras de documentos deste guia.

Febre amarela: o Certificado Internacional (CIVP)
Foto do cartão de vacinação não é o CIVP. Quando o destino exige o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia para febre amarela, eu não viajaria contando com uma exceção na fronteira.
Como obter e apresentar o certificado
Consulte primeiro o Meu SUS Digital. Se o CIVP não estiver disponível, solicite pelo serviço oficial da Anvisa no gov.br, gratuito. A imagem legível do comprovante é um documento para a solicitação, não substitui o certificado. Depois de emitido, baixe, imprima e assine o CIVP no local indicado.
São dois prazos distintos: a etapa de recebimento do certificado informa de 1 a 5 dias úteis, sem estimativa para o tempo total do serviço. Já a validade do CIVP de febre amarela começa 10 dias após a vacinação e é vitalícia. Não conte com emissão imediata nem deixe a verificação documental para a véspera.
Confira a exigência do destino e dos países de escala ou conexão. Um relato de foto aceita nas Bahamas não prova a regra para outra viagem; não certifica a entrada em Punta Cana nem dispensa documentos de crianças.
Procedimento do CIVP verificado em 6 de outubro de 2026 no serviço oficial vinculado acima; requisitos de entrada de países específicos não foram revalidados nesta seção.
Autorização de viagem para menores de idade
Se você vai viajar com uma criança ou adolescente, essa é a parte do planejamento que eu não deixo para a véspera. As regras mudaram nos últimos anos e ainda confundem muita gente: o que vale para uma viagem dentro do Brasil é diferente do que a Polícia Federal exige para sair do país, e desde 2020 existe a opção de fazer tudo online pela AEV (Autorização Eletrônica de Viagem). Abaixo eu organizo o que está valendo em junho de 2026, separando viagem nacional, internacional e a autorização eletrônica. Como isso envolve regra legal que muda, trato como ponto de partida: confirme sempre no cartório, no site do CNJ e na Polícia Federal antes de viajar.
Viagem nacional (dentro do Brasil)
Para viagem dentro do Brasil, a regra base é o ECA combinado com a Resolução CNJ nº 295/2019, e o recorte é a idade de 16 anos. Nenhuma criança ou adolescente menor de 16 anos pode viajar para fora da comarca onde mora desacompanhada dos pais ou responsáveis sem autorização. A partir de 16 anos completos, o adolescente pode viajar sozinho em território nacional sem autorização de ninguém, bastando portar documento oficial com foto.
Na prática, para o menor de 16 anos: viajando com pai e mãe (ou o responsável legal), não precisa de papel nenhum; viajando com apenas um dos pais, também não precisa de autorização do outro para a viagem nacional. Já se a criança vai desacompanhada ou com um terceiro (babá, amigo da família, professor), aí precisa de autorização escrita: ela pode viajar acompanhada de parente maior até o terceiro grau (avô, tio, irmão maior) com o parentesco comprovado por documento, ou de qualquer pessoa autorizada por escrito pelos pais com firma reconhecida em cartório.
Viagem internacional
Sair do Brasil é mais rígido. Para viagem internacional, a Polícia Federal exige autorização sempre que o menor de 18 anos viajar sem um dos pais ou sozinho. Os cenários são: viajando com pai e mãe, nada é preciso; viajando com apenas um dos pais, é obrigatória a autorização do outro genitor; viajando com um terceiro ou desacompanhado, é obrigatória a autorização de ambos os pais. Diferente da viagem nacional, aqui a faixa de 16-17 anos não é dispensada: até completar 18, a regra vale.
O formato exigido: autorização impressa em duas vias, assinada com firma reconhecida em cartório. Uma via é conferida no check-in da companhia aérea e a outra fica retida pela Polícia Federal no embarque. Se a autorização não trouxer prazo, vale por dois anos. A criança também precisa levar documento de identificação com foto e, para sair do país, passaporte válido (e visto, quando o destino exigir). O formulário-padrão está nos sites da Polícia Federal, do Itamaraty e do CNJ.
AEV: a autorização eletrônica de viagem
O grande avanço dos últimos anos é a AEV, Autorização Eletrônica de Viagem, criada pelo Provimento CNJ nº 103/2020 e emitida pela plataforma e-Notariado, do Colégio Notarial do Brasil. Ela serve tanto para viagem nacional quanto internacional de menores de 16 anos que vão viajar sozinhos ou só com um dos responsáveis, e substitui o papel com firma reconhecida por um documento digital com QR Code, verificável online. Um ponto importante que eu faço questão de deixar claro, porque vejo muita informação errada: a AEV é uma alternativa, não uma obrigação, a autorização impressa no modelo tradicional continua plenamente válida. O que é obrigatório, em qualquer caminho, é o reconhecimento de firma em cartório: em decisão de 2025, o CNJ confirmou que a assinatura simples do Gov.br não vale para autorização de viagem de menor.
Na prática: os pais abrem o pedido na área do cidadão do site e-notariado.org.br (ou pelo aplicativo), preenchem os dados da criança e da viagem, escolhem nacional ou internacional e fazem o reconhecimento de firma, por videoconferência com o tabelião ou indo ao cartório. Não é gratuita: o cartório cobra a taxa de reconhecimento de firma por cada responsável que autoriza. Como é norma de cartório e pode variar, confirme valores e o passo a passo atual no e-Notariado antes de contar com ela para a viagem.
- Viagem nacional, menor de 16 com os dois pais (ou com um deles): não precisa de autorização, só documento com foto.
- Viagem nacional, menor de 16 desacompanhado ou com terceiro: autorização escrita com firma reconhecida (ou parente até 3º grau com parentesco comprovado).
- Viagem internacional com só um dos pais: autorização do outro genitor, em 2 vias, firma reconhecida em cartório.
- Viagem internacional desacompanhado ou com terceiro: autorização dos dois pais, em 2 vias, firma reconhecida.
- Leve sempre o documento de identificação com foto e, para o exterior, o passaporte válido (e visto, se o destino exigir).
- A assinatura simples do Gov.br não vale: precisa ser reconhecimento de firma em cartório ou a AEV pelo e-Notariado.
Meu checklist antes de comprar a passagem em milhas
Antes do checklist, o óbvio que trava muita gente: se você ainda não tem passaporte (ou o seu venceu), resolva isso primeiro, reuni a taxa, o prazo e o passo a passo da emissão em um guia próprio.
Junto tudo num roteiro prático. É isto que eu rodo, nesta ordem, antes de emitir o bilhete, porque descobrir um problema de documento depois de gastar as milhas é frustração garantida:
- Passaporte: está válido e com pelo menos 6 meses de folga além da data de volta? Se não, emito um novo antes de qualquer coisa.
- Visto / autorização: o destino exige visto, eVisa ou autorização eletrônica para brasileiro? Confirmo no consulado e no Itamaraty. (EUA: visto B1/B2; Europa: por ora só passaporte; México: SAE, se confirmado.)
- Saúde: o destino exige CIVP (febre amarela) ou outra vacina? Se sim, me vacino com 10+ dias de antecedência e emito o certificado.
- Nome: o nome na reserva bate exatamente com o do passaporte? Detalhes em nome na reserva e passaporte.
- Viajando com criança? Menores têm regras próprias (autorização de viagem, documentos). Veja voar com criança e bebê.
- Dinheiro e conexão: resolvo cartão e câmbio (cartão para usar no exterior) e internet (eSIM na viagem), não são documento, mas entram no mesmo planejamento.
É um guia para você saber o que perguntar e onde confirmar, não um substituto da fonte oficial. Documento de viagem é assunto sério e mutável; quando bater dúvida, a palavra final é sempre da Polícia Federal, do consulado do país, do Itamaraty e dos órgãos oficiais de cada governo.
Verificado em junho de 2026. Regras de passaporte, visto, ETIAS/EES, ESTA e vacinação mudam com frequência e por decisão dos governos, os números e prazos aqui são uma referência datada, não uma garantia. Confirme a regra vigente na fonte oficial (Polícia Federal, consulado/embaixada do destino, Itamaraty, União Europeia e Departamento de Estado dos EUA) antes de viajar. Conteúdo informativo, não é aconselhamento jurídico nem migratório.
Perguntas frequentes
Brasileiro precisa de ETA para entrar no Reino Unido?
Sim. Desde 2025 o Reino Unido exige a ETA (autorização eletrônica) de brasileiros em viagem de turismo, solicitada e paga online antes do embarque. Custa £20, vale por dois anos ou até o passaporte expirar, e cada pessoa precisa da sua. Solicite só no canal oficial, gov.uk/eta ou no app oficial UK ETA.
Quem tem passaporte italiano ou europeu precisa de ETA no Reino Unido?
Passaporte italiano ou português, sozinho, não dispensa a ETA para entrar no Reino Unido. Há isenções, como cidadania britânica ou irlandesa e visto ou permissão britânica aplicável; confira a lista oficial e o documento com que vai viajar. Trânsito airside é outra situação. Verificado em 06/10/2026.
Preciso de ETA só para fazer conexão em Londres?
Não, se permanecer airside, sem passar pelo controle de fronteira. Se o percurso exigir entrada no Reino Unido, confira a autorização aplicável ao passaporte e as isenções por visto ou permissão. Confirme o itinerário com a companhia; a troca de terminal não decide isso sozinha. Verificado em 06/10/2026.
Brasileiro precisa de ETIAS para viajar à Europa em 2026?
Não. Em outubro de 2026 o ETIAS ainda não está em vigor e ficou sem data: a União Europeia retirou do site oficial a previsão de último trimestre de 2026 e diz apenas que a data exata será anunciada com meses de antecedência (já adiado várias vezes). Por enquanto, brasileiro entra no Espaço Schengen só com o passaporte válido, por até 90 dias em cada 180, mas, se for viajar no fim de 2026, confira o status antes. Quando entrar em vigor, o ETIAS custará € 20 e será uma autorização prévia (não um visto). Confirme o status atual em travel-europe.europa.eu antes de viajar.
Brasileiro pode entrar nos EUA com ESTA?
Não. O passaporte brasileiro não é elegível ao ESTA, porque o Brasil não faz parte do Visa Waiver Program. Para os EUA, o brasileiro precisa de visto americano (B1/B2 para turismo/negócios), com entrevista consular, taxa de US$ 185 e validade que costuma ser de 10 anos. O ESTA só serve a quem tem uma segunda cidadania de país isento. Confirme tudo no site oficial dos Consulados dos EUA no Brasil.
Preciso de visto para só fazer conexão nos EUA, sem sair do aeroporto?
Sim. Os Estados Unidos não têm trânsito sem visto: o programa que permitia isso foi suspenso em 2003 e nunca voltou, e não existe zona de trânsito internacional nos aeroportos americanos. Todo passageiro em conexão passa pela imigração dos EUA. O mesmo visto B1/B2 usado para turismo já cobre a conexão, não é preciso um visto de trânsito separado. Confirme sempre em travel.state.gov antes de montar o roteiro.
Tem uma nova taxa de US$ 250 no visto americano, além dos US$ 185?
Sim, foi criada. Em julho de 2025, os Estados Unidos aprovaram a Visa Integrity Fee, uma taxa de US$ 250 que se soma aos US$ 185 do visto B1/B2 e é cobrada quando o visto é aprovado e emitido, não na hora de solicitar. Como o Brasil não está no Visa Waiver, o visto do brasileiro está entre os afetados. Em 2026, porém, a cobrança ainda está sendo escalonada consulado a consulado, sem data única para todos os postos: alguns já cobram, outros ainda não. Trate os US$ 250 como um custo provável e confirme o valor total no site oficial dos Consulados dos EUA no Brasil. A taxa é, em tese, reembolsável para quem cumpre todas as regras do visto, mas o próprio governo americano diz que o processo de devolução deve levar anos para funcionar na prática.
Quanto tempo demora para tirar o passaporte e quanto custa?
Em maio de 2026, a taxa do passaporte comum é de R$ 257,25 e o prazo de entrega é de 6 a 10 dias úteis após o atendimento presencial na Polícia Federal, sem contar o tempo até conseguir agendar, que varia por cidade. A validade é de 10 anos para adultos. Confirme os valores e prazos atuais no gov.br/Polícia Federal.
Meu passaporte precisa de 6 meses de validade?
Muitos países exigem que o passaporte tenha validade mínima de seis meses além da data de saída deles, não basta estar válido no dia do voo. Não é uma regra universal, mas é tão comum que eu trato como padrão: se faltam menos de seis meses para vencer, emito um novo antes de comprar a passagem. Confirme a exigência exata no consulado do seu destino.
O que é o EES europeu e preciso fazer algo antes?
O EES (Entry/Exit System) é o novo controle de fronteira da Europa, implantado de forma progressiva a partir de outubro de 2025 e plenamente operacional desde 10 de abril de 2026. Ele substitui o carimbo no passaporte por um registro digital com biometria (foto e impressões digitais) coletada na chegada. Não há nada para solicitar com antecedência e não tem custo, só chegue com tempo extra no aeroporto, porque a primeira passagem pode ser mais lenta.
Brasileiro precisa de visto para o México?
A regra mudou: em fevereiro de 2026, o México restabeleceu a autorização eletrônica (SAE) para brasileiros que chegam por via aérea a turismo ou negócios, pedido online, com taxa (na faixa de US$ 10) e validade para uma entrada de até 180 dias. Há isenções (quem tem residência ou visto válido de EUA, Canadá, Schengen, Reino Unido ou Japão). Como é regra recente e em ajuste, confirme no portal oficial mexicano e no consulado antes de viajar.
Quando preciso do certificado de febre amarela (CIVP)?
Quando as regras do destino ou do itinerário exigirem esse documento. O certificado emitido não é a foto do cartão de vacinação. Veja o procedimento de solicitação e apresentação desta seção, verificado em 06/10/2026; requisitos de cada país devem ser conferidos separadamente.
Preciso de autorização para viajar com meu filho dentro do Brasil?
Não. Se a criança ou adolescente menor de 16 anos viaja acompanhada dos dois pais, ou de apenas um deles, dentro do território nacional não é preciso autorização nenhuma, basta levar documento oficial com foto. A autorização escrita (com firma reconhecida) só entra quando o menor de 16 viaja desacompanhado ou com um terceiro. A partir de 16 anos completos, o adolescente pode viajar sozinho no Brasil sem autorização. Regra base: ECA e Resolução CNJ 295/2019 (verificado em junho de 2026; confirme antes de viajar).
E para viajar só com a mãe ou só com o pai para o exterior?
Aí precisa, sim. Para sair do Brasil, quando o menor de 18 anos viaja com apenas um dos pais, a Polícia Federal exige autorização do outro genitor, impressa em duas vias e com firma reconhecida em cartório (ou feita pela AEV eletrônica). Você apresenta uma via no check-in e a outra fica retida pela PF no embarque. Sem a autorização do genitor ausente, o embarque internacional é barrado. Não esqueça do passaporte válido da criança (e do visto, se o destino exigir).
Como faço a autorização eletrônica de viagem (AEV)?
A AEV é feita pela plataforma e-Notariado (site e-notariado.org.br ou aplicativo), do Colégio Notarial do Brasil, e vale para viagem nacional e internacional. Você abre o pedido na área do cidadão, preenche os dados do menor e da viagem, escolhe a validade e faz o reconhecimento de firma, por videoconferência com o tabelião ou presencialmente no cartório. Ela substitui o papel, mas não é obrigatória (o modelo impresso continua válido) nem gratuita: o cartório cobra a taxa de reconhecimento de firma por responsável. A assinatura simples do Gov.br não substitui esse reconhecimento.
Global Entry: a fila rápida nos EUA (com um porém para brasileiros agora)
O Global Entry é o programa do governo americano que faz você passar pela imigração dos Estados Unidos em minutos, em quiosques ou por reconhecimento facial, em vez de encarar a fila comum, que pode levar de meia hora a mais de duas. De quebra, inclui o TSA PreCheck, que agiliza a inspeção de segurança nos voos domésticos dentro dos EUA. Para quem viaja aos Estados Unidos com frequência, economiza muito tempo.
O porém, importante e datado: o Brasil faz parte do programa desde 2022, mas as inscrições novas de brasileiros estão suspensas. A alfândega americana (CBP) pausou a aceitação de novas adesões do Brasil por uma pendência técnica na integração entre os dois governos, e até junho de 2026 elas seguiam fechadas. Quem já foi aprovado antes continua usando normalmente; quem ainda não tem não consegue se inscrever agora, e não há data oficial de reabertura.
Na prática: se você já tem o Global Entry, aproveite. Se ainda não tem, acompanhe a reabertura no site oficial do CBP (ttp.cbp.dhs.gov) antes de planejar, e desconfie de qualquer serviço que prometa acelerar a sua inscrição enquanto o programa está fechado para o Brasil. Quando reabrir, o caminho é: ter visto americano válido, criar conta no TTP, pagar a taxa (na casa de US$ 120, válida por 5 anos) e fazer a entrevista. Atualizo esta seção quando o status mudar.
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