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Melhor época para ir Mar–Mai (cerejeiras) e Out–Nov (outono)
Preços observados em milhas
Ofertas reais que circularam em grupos de milhas saindo do Brasil para este destino e ferramentas de busca de milhas. Servem de referência do que já apareceu. Preços e datas mudam e expiram, então confirme no programa antes de emitir.
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Econômica por programa, do mais barato observado
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Mínimo em econômica por mês de viagem (ago/25, set/25, out/25, nov/25, jan/26, abr/26)
O Japão é o destino que eu uso para mostrar que viajar com milhas vale tanto pela cabine quanto pelo chão: chega-se do Brasil com conexão, em geral via EUA, Doha ou Europa, e ANA e JAL têm produtos premium fortes para a Ásia. Neste guia eu organizo o roteiro clássico, Tóquio, Hakone, Quioto e Osaka, no formato que uso para milhas: rota, logística e os lugares que eu recomendo, todos verificados em maio de 2026.
Como eu monto o roteiro
O percurso que eu recomendo para uma primeira viagem encadeia quatro bases. Tóquio rende bem em quatro noites para o essencial; o metrô é extenso e fácil de usar mesmo sem falar japonês, mas as estações de Tóquio e Shinjuku são gigantes, então dê folga para se localizar. De lá, eu encaixo uma noite em Hakone, nas montanhas, para a experiência de ryokan com onsen e jantar kaiseki, é a forma mais acessível de viver isso saindo da capital. Depois, Quioto, que costuma ser a favorita de quem viaja por ali: é o melhor equilíbrio entre cidade, natureza, cultura e história, com Gion, o distrito histórico das gueixas, como ponto alto. Fecho em Osaka, mais cena gastronômica que atrações, e bom ponto de partida para o bate-volta a Hiroshima.
Em milhas, o Japão é um destino de conexão a partir do Brasil, não há voo direto. Eu confiro a disponibilidade de assento-prêmio nos buscadores de passagem em milhas antes de fechar datas e, para decidir se vale emitir ou pagar, rodo a calculadora do milheiro. Quem quer chegar descansado encontra os sweet spots de cabine premium para a Ásia na seção de executiva e primeira classe.
Logística que muda a viagem
Duas coisas eu trato como inegociáveis. A primeira é internet: reserve um eSIM ou um Pocket Wi-Fi antes de embarcar e retire no aeroporto, sai por volta de US$ 10 por dia e muda a experiência de navegar pela cidade (mais no guia de eSIM e internet na viagem). A segunda é dinheiro: o Japão ainda usa muito iene em espécie, e vários lugares bons, inclusive restaurantes premiados, não aceitam cartão. Para o transporte, um cartão recarregável Suica ou Pasmo cobre metrô e trens, e o Google Maps indica a plataforma e o vagão certos. Abaixo, os lugares que eu recomendo, todos verificados em maio de 2026.
A base que eu recomendo em Osaka: fica em Shinsaibashi, a menos de cinco minutos a pé do metrô e coladinho na zona de compras e na vida noturna de Dotonbori. Como Osaka é mais sobre comer e andar pela cidade do que sobre grandes atrações, estar nesse ponto central economiza muito deslocamento.
É a base em Tóquio que eu recomendo para quem chega de longe: fica em Shinjuku, a poucos minutos do metrô, com quartos espaçosos e um concierge ágil — útil de verdade aqui, porque é por ele que se conseguem as reservas de restaurante mais disputadas. Boa âncora para explorar a cidade sem depender de carro.
É o ryokan que eu recomendo para viver a experiência de Hakone: quartos com onsen privativo, jantar kaiseki e o ritual das águas termais nas montanhas, a uma distância fácil de Tóquio. Vale saber que, em ryokan, o preço costuma ser cobrado por pessoa (com as refeições incluídas), não por quarto — então compare com isso em mente.
Em Quioto eu recomendo se hospedar em Gion, o bairro histórico, e este hotel está bem no coração dele — ponto de partida prático para os templos a pé. Tem onsen no próprio hotel, um luxo depois de um dia de caminhada. Lembre que boa parte dos lugares ao redor aceita só dinheiro.
Parada certa se você viaja com crianças (ou é fã). Eu recomendo a unidade do Shibuya Parco, central e fácil de encaixar. A maior loja, a Mega Tokyo, em Ikebukuro, estava temporariamente fechada e com reabertura prevista para por volta de setembro de 2026 — confirme antes de ir (verificado em maio de 2026).
6-9-5 Ginza, Chuo-ku, Tóquio (Ginza Komatsu East Building)
A loja global da Uniqlo em Ginza ocupa doze andares e é a maior do Japão — vale a visita mesmo para quem não vai comprar, pela escala e pelas linhas exclusivas. Eu recomendo como uma parada de compras dentro do passeio por Ginza, o polo de luxo de Tóquio.
Os dois polos de compras que eu recomendo em Tóquio: Ginza, para o luxo e as lojas-conceito, e Harajuku, para a moda jovem e as ruas de tendência (Takeshita-dori à frente). Mesmo sem comprar nada, são ótimos para caminhar e observar — montei aqui o contexto; as lojas específicas que valem a parada estão nos cards de Uniqlo e Pokémon Center.
O distrito das gueixas, e o lugar de Quioto onde eu mais recomendo simplesmente caminhar ao entardecer: ruas de madeira preservadas, casas de chá, lanternas acendendo. É o coração do que torna Quioto especial. Respeite a privacidade dos moradores e das maiko — fotografá-las sem permissão é desencorajado.
O castelo do xogunato em Quioto, Patrimônio da Humanidade, famoso pelo Palácio Ninomaru e seus "pisos de rouxinol", que rangem de propósito como alarme. Eu recomendo como contraponto histórico aos templos: aqui a história é a do poder político do Japão. Confira no site oficial os horários e se algum palácio exige reserva.
O santuário xintoísta na ponta de Gion, com suas lanternas e o portão vermelho voltado para o distrito. É de graça, fica aberto e funciona como porta de entrada natural para o bairro histórico. Eu recomendo passar à noite, quando as lanternas acesas dão o clima.
Uma casa de facas e utensílios de cozinha com origem em 1560, dentro do Mercado Nishiki — de cuteleiros que já abasteceram a Casa Imperial. Eu recomendo como uma parada-lembrança que vale o dinheiro: dá para comprar uma faca japonesa de verdade e ter o nome gravado na hora. Eles ensinam a cuidar e afiam para o resto da vida.
Um dos maiores aquários do mundo, com um tanque central do Pacífico que abriga tubarões-baleia. É o passeio que eu recomendo em Osaka para um dia mais leve, sobretudo com crianças. Fica em Tempozan, ao lado da roda-gigante, fácil de chegar de metrô.
Shinjuku Toho Building, Kabukicho, Shinjuku-ku, Tóquio
A cabeça gigante do Godzilla que espia por cima do edifício Toho, em Kabukicho — não em Shibuya, como às vezes se diz. É uma parada de poucos minutos, divertida para foto, e fica no caminho da vida noturna de Shinjuku. A cada hora, no início da tarde até a noite, ela "ruge" com luz e fumaça.
O parque e o museu construídos no marco zero da bomba atômica. É uma visita pesada e necessária — eu recomendo reservar tempo e cabeça para ela. Funciona bem como bate-volta de Osaka, de trem-bala (e é justamente esse tipo de trecho longo que pode justificar o JR Pass).
O mercado externo de Tsukiji segue vivo como uma rua de comida — frutos do mar, tamagoyaki, facas, chá — e é onde eu recomendo ir de manhã para tomar café da manhã no balcão. Atenção a uma informação que envelheceu em muitos guias: o famoso leilão de atum NÃO acontece mais aqui. Ele mudou para o mercado de Toyosu em 2018 e hoje só se assiste de uma galeria envidraçada. Etiqueta do mercado: o que você comprar na barraca, coma ali mesmo, no balcão.
A "cozinha de Quioto": uma rua coberta e estreita com mais de cem barracas de comida, conservas, doces e utensílios. Eu recomendo provar petiscos andando e parar na Aritsugu (facas) no fim. Mesma etiqueta dos mercados japoneses: coma o que comprar ali no próprio balcão, sem sair mastigando pela rua.
O cruzamento de pedestres mais movimentado do mundo, e uma daquelas imagens que resumem Tóquio. Eu recomendo como parada rápida e simbólica: atravesse uma vez no meio da onda de gente e depois assista de cima, de algum café com vista para o cruzamento.
O templo budista mais antigo de Tóquio e a parada que eu recomendo para sentir o lado tradicional da cidade. Vale chegar pela rua Nakamise, a alameda de lojinhas que leva ao portão Kaminarimon, e ir cedo para fugir das multidões. Asakusa inteiro merece uma caminhada sem pressa.
Assistir a um treino matinal de sumô num estábulo é, para mim, uma das experiências mais marcantes de Tóquio fora do óbvio. Como o acesso é restrito e tem etiqueta rígida, eu recomendo ir por um tour organizado, que combina o horário e explica as regras. Reserve com antecedência.
Os fliperamas de vários andares de Shinjuku são uma fatia muito divertida da cultura pop japonesa — máquinas de garra, ritmo, luta, tudo num volume e numa energia que não existem em outro lugar. Eu recomendo reservar uma noite para entrar em um e simplesmente jogar. As marcas e bandeiras das casas mudam com o tempo; entre na que estiver aberta.
Um museu de escultura ao ar livre, com obras espalhadas por um parque nas montanhas e um pavilhão dedicado a Picasso. É o passeio que eu mais recomendo em Hakone para preencher o dia entre a chegada e o jantar no ryokan — arte e natureza no mesmo lugar.
O santuário dos milhares de portões torii vermelhos que sobem a montanha — uma das imagens mais conhecidas do Japão. Eu recomendo ir bem cedo, antes das multidões, e seguir a trilha até o alto (não parar nos primeiros portões, como a maioria faz): lá em cima fica praticamente só você. Entrada gratuita.
O templo da grande varanda de madeira suspensa sobre a encosta, com vista para Quioto. O caminho de subida, por ruas de pedra cheias de lojinhas, já faz parte do passeio. Eu recomendo combinar com uma caminhada por Higashiyama e Gion no mesmo trecho do dia.
A alameda de bambus gigantes de Arashiyama é o tipo de lugar que rende a foto e decepciona quem chega tarde — fica lotado. Eu recomendo fortemente ir cedo, logo na abertura, quando a luz entra entre os bambus e há silêncio. Funciona muito bem como bate-volta de Quioto, combinado com o entorno do bairro.
O marco histórico de Osaka, cercado por um parque amplo e fossos. Eu recomendo mais pelo conjunto e pela caminhada no parque (lindo na temporada de cerejeiras) do que pelo interior reconstruído. Bom complemento "de dia" ao roteiro gastronômico que define a cidade.
A rua de comida e letreiros de neon que é o coração da Osaka noturna — o letreiro do corredor Glico, os restaurantes de takoyaki e okonomiyaki, o canal. Eu recomendo conhecer à noite, quando tudo acende. É o melhor lugar para comer barato e bem na cidade.
O sushi intimista, estrelado pelo Michelin, que eu recomendo para uma refeição-marco em Tóquio: balcão pequeno, almoço-degustação de cerca de catorze etapas por volta de US$ 150 — bem mais acessível que o jantar. Atenção: existe um homônimo "Sushi Shin" dentro do Mandarin Oriental (do chef Miyakawa), que é outro restaurante; este é a casa de Nishiazabu. Reserve com antecedência, em geral pelo concierge do hotel.
O tonkatsu (porco empanado) que eu mais recomendo em Tóquio, na unidade original de Nishi-Azabu — uma casa de madeira convertida em restaurante, com um cardápio que troca cortes e raças de porco todo dia. Custa algo entre US$ 20 e US$ 30, com menu em inglês. Vai cedo ou reserve: enche.
Rede com várias unidades; matriz de Shibuya: B1F, 1-22-7 Jinnan, Shibuya-ku, Tóquio
A rede de ramen tonkotsu do "comer sozinho": você pede numa máquina, preenche um formulário com a intensidade do caldo e o ponto do macarrão, e come numa cabine individual, com o ramen entregue por trás de uma cortininha. Custa de US$ 10 a US$ 15 e é a melhor porta de entrada que eu recomendo para quem nunca comeu ramen no Japão — tem unidades pela cidade, a de Shibuya é prática.
2-14-3 Yoyogi, Shibuya-ku, Tóquio (a 5 min da saída sul de Shinjuku)
O tsukemen (macarrão servido à parte, para mergulhar num caldo concentrado) que eu recomendo para quem quer entender por que os japoneses fazem fila por ramen. O caldo de peixe e porco é intenso. Forma-se fila, mas ela anda rápido; é um balcão pequeno, perto de Shinjuku. Pagamento e pedido por máquina.
Lojas em toda parte (Tóquio, Quioto, Osaka e estradas)
As lojas de conveniência japonesas (conbini) são uma categoria à parte e eu recomendo de coração para o café da manhã e os lanches: sanduíche de ovo, onigiri, sushi embalado, frango quente e os Kit-Kats de sabores exclusivos. Comida boa, barata e em qualquer esquina — resolve muitas refeições do roteiro sem culpa.
Em Quioto, a refeição-degustação que eu recomendo: uma casa em Arashiyama com balcão de frente para o rio, mais de dez etapas que vão muito além de tempura, num estilo autoral. Reserve com antecedência, em geral pelo concierge do hotel — e leve dinheiro, porque costuma aceitar só cash. Costuma fechar às quartas.
452 Sakaicho, Fuyacho-dori, Nakagyo-ku, Quioto (perto do Mercado Nishiki)
Uma padaria de estilo alemão em Quioto, perto do Mercado Nishiki, com um pain au chocolat que eu recomendo de verdade — vale o desvio. Vai cedo: as melhores peças acabam, e a casa fecha às quartas e quintas. É uma parada barata e deliciosa entre uma atração e outra.
Dicas Japão
Metrô: cartão recarregável e Google Maps
Compre um Suica ou Pasmo na chegada e use o Google Maps, que mostra a plataforma e o vagão. As estações de Tóquio e Shinjuku são gigantes, dê folga.
eSIM ou Pocket Wi-Fi: reserve antes de viajar
Internet no Japão é quase obrigatória. Reserve um eSIM ou Pocket Wi-Fi antes de embarcar (~US$ 10/dia); o Pocket Wi-Fi conecta o grupo todo.
JR Pass: faça a conta antes de comprar
O JR Pass só compensa com bate-voltas longos de trem-bala (ex.: Hiroshima). Para roteiros concentrados em uma região, sai mais caro que bilhetes avulsos.
Leve iene em dinheiro: muitos lugares são só cash
Vários lugares bons, inclusive restaurantes premiados, aceitam só dinheiro. Leve bastante iene; caixas eletrônicos de conbini costumam aceitar cartão estrangeiro.
Visto e passaporte: o que o brasileiro precisa
Brasileiro não precisa de visto para turismo até 90 dias, mas o passaporte tem que ser biométrico (com chip). Confirme a regra vigente no consulado. Verificado em maio de 2026.
Restaurantes Michelin: reserve via concierge
O Japão tem o maior número de estrelas Michelin do mundo. Os endereços premium pedem reserva com semanas de antecedência, em geral via concierge ou serviço pago tipo Pocket Concierge.