América do Sul

Mendoza: guia com pontos e milhas

Vinhedos em Mendoza, Argentina
Rota principal
GRU → MDZ (direto sazonal) ou via Santiago/Buenos Aires
Econômica 35–45k (por trecho)
Menor econômica observada · últimos 12 mesesNacional 35k · típico 40,5k · Smiles
GRU→MDZ direto (sazonal) · LATAM Pass Via Santiago (SCL) · LATAM Pass/Smiles Via Buenos Aires (AEP/EZE) · diversas De Santiago de carro/ônibus pelos Andes

Melhor época para ir Mar-Abr (vindima) e Set-Nov · evitar jul-ago (frio)

Preços observados em milhas

Ofertas reais que circularam em grupos de milhas saindo do Brasil para este destino e ferramentas de busca de milhas. Servem de referência do que já apareceu. Preços e datas mudam e expiram, então confirme no programa antes de emitir.

Econômica 35.000 milhas Smiles · por trecho · de São Paulo
faixa observada 35.000–55.712 · 10 ofertas
jun/26, ago/26, set/26, mai/26, jul/26, out/26
Econômica por origem, menor preço observado
São Paulo 35.000Rio 39.500Nordeste 48.000outras capitais 55.712
A milhagem muda muito conforme o aeroporto de saída. Use a origem mais perto de você como referência.
Econômica por programa, do mais barato observado
Smiles 35.000LATAM Pass 48.542
Mínimo em econômica por mês de viagem (mai/26, jun/26, jul/26, ago/26, set/26, out/26)

Veja todas as rotas no explorador de passagens e calcule se vale a pena na calculadora de milhas.

Dinheiro & câmbio

Câmbio e dinheiro na Argentina

O famoso "dólar blue" perdeu o sentido para o turista. Com o fim da maior parte do cepo cambial em 2025, a diferença entre o câmbio oficial e o paralelo encolheu para algo entre 2% e 5% — pequena demais para justificar trocar dinheiro com cambistas de rua, onde ainda rolam nota falsa e golpe.

  • Pague no cartão sem culpa. Cartões Visa e Mastercard estrangeiros aplicam automaticamente uma cotação próxima do câmbio livre (o antigo "dólar MEP/turista") desde 2024. Contas globais como Wise, Nomad e Revolut costumam render ainda melhor — veja o guia de cartão no exterior.
  • Hotel: pague com cartão internacional. O turista estrangeiro fica isento do imposto (IVA) de 21% sobre a hospedagem quando paga com cartão de fora ou transferência do exterior. Pagar a diária em dinheiro joga esse desconto fora.
  • Dinheiro vivo, só o necessário. Se quiser levar, leve reais ou dólares e troque em casa de câmbio oficial (no aeroporto, o Banco Nación). Deixe o blue de lado.
  • Transporte é à parte. O cartão SUBE (ônibus, metrô e trem) só recarrega com pesos em dinheiro — tenha algumas notas para isso.

YMYL: a política cambial argentina muda rápido; confirme a cotação do dia e as regras antes de viajar. Verificado em junho de 2026.

Mendoza é a capital do vinho argentino, aos pés dos Andes: vinícolas com almoço em Luján de Cuyo e no Vale do Uco, o Aconcágua a um bate-volta e uma cena gastronômica forte. Para o brasileiro, é destino curto e barato em milhas, e dá para entrar só com RG.

Para quem viaja com pontos e milhas, neste guia eu organizo rotas, os hotéis que recomendo, atrações e dicas práticas verificadas. A cobertura completa de programas está na minha seção Programas.

Onde recomendo ficar

Hotel Diplomatic

Mendoza, Argentina

Hotel na cidade de Mendoza, citado mais de uma vez como melhor custo-beneficio.

Park Hyatt Mendoza

Mendoza, Argentina

Hotel na cidade de Mendoza citado entre as opcoes da comunidade.

O que recomendo fazer

Parque Provincial Aconcágua

Ruta Nacional 7, Las Heras, Mendoza (Argentina)

Parque que abriga o Aconcágua, o ponto mais alto das Américas. O circuito da Laguna de Horcones, de cerca de 2 horas ida e volta, é acessível a todos os públicos; o ingresso precisa ser reservado e pago pela internet antes da visita.

Zuccardi Piedra Infinita

Vale do Uco, Mendoza, Argentina

Vinicola no Vale do Uco com almoco, citada entre as recomendadas.

Susana Balbo Wines

Mendoza, Argentina

Vinicola com almoco citada entre as recomendacoes da comunidade.

El Enemigo (Casa Vigil)

Mendoza, Argentina

Vinicola com almoco no Vale do Uco, citada em varios relatos positivos.

Catena Zapata

Mendoza, Argentina

Vinicola com restaurante Angelica, citada entre as visitas com almoco da regiao.

Onde recomendo comer

Siete Fuegos

Valle de Uco (Tunuyán), Mendoza, Argentina

O restaurante de Francis Mallmann dentro do The Vines Resort, no Valle de Uco, onde recomendo almoçar entre vinhedos com os Andes ao fundo. A cozinha gira em torno das sete técnicas de fogo do chef (grelha, chapa, infiernillo, forno de barro, brasas), com cortes argentinos no centro do prato. Reserva antecipada é praticamente obrigatória.

Azafrán

Ciudad de Mendoza, Argentina

Na cidade de Mendoza, é onde recomendo jantar para entender o vinho mendocino sem precisar dirigir até as bodegas. Comandado pelo chef Sebastián Weigandt e com uma estrela Michelin, casa um menu de produto local que muda com a estação com uma adega de cerca de 300 rótulos, a maioria da região. Ótima base para quem fica hospedado no centro.

Riccitelli Bistró

Luján de Cuyo, Mendoza, Argentina

O bistrô da bodega de Matías Riccitelli, em Las Compuertas (Luján de Cuyo), montado em contêineres reformados no meio das parreiras. O chef Juan Ventureyra puxa a cozinha para o vegetal, com horta própria e dezenas de variedades de tomate no verão, e o menu inclui a visita à vinícola. Tem estrela vermelha e estrela verde Michelin pela pegada sustentável.

1884 Francis Mallmann

Godoy Cruz, Mendoza, Argentina

O endereço histórico de Mallmann em Mendoza, dentro da bodega Escorihuela Gascón, em Godoy Cruz, a poucos minutos do centro. A cozinha homenageia o tradicional argentino no fogo e no forno de barro, e a carta de vinhos espelha a adega da casa com centenas de rótulos. Aberto desde 1996 e reconhecido pelo Guia Michelin.

Dicas Mendoza

Como ir do aeroporto ao centro: Mendoza

O aeroporto e perto: taxi ou Uber chega ao centro em ~15-20 min. O onibus (linhas 675/680) e barato, mas exige cartao SUBE que so se compra na cidade, entao nao serve na chegada. Eu pego Uber ou taxi do balcao; a noite, quando o onibus para, e a unica opcao.

Vendima: quando a colheita acontece

A colheita da uva em Mendoza vai de meados de fevereiro até abril, e é a única janela para viver a experiência de cosecha (colher, pisar a uva no lagar e almoçar entre as parreiras) que algumas bodegas de Luján de Cuyo e do Valle de Uco oferecem. A Fiesta Nacional de la Vendimia em 2026 tem o Acto Central marcado para 7 de março, no Teatro Griego Frank Romero Day. As datas exatas dos eventos e das experiências mudam a cada ano, confira na agenda oficial antes de fechar a viagem.

Três regiões, três altitudes e distâncias diferentes

As bodegas se concentram em três zonas com perfis distintos: Maipú é a mais próxima (cerca de 20 minutos da cidade, em torno de 800 m de altitude), Luján de Cuyo fica a uns 40 minutos (aproximadamente 825 a 1.080 m) e o Valle de Uco é o mais alto e mais distante (cerca de 80 a 90 km, com vinhedos de 900 a mais de 1.500 m). Para o Uco, reserve o dia inteiro: o trajeto sozinho já passa de uma hora por sentido (dados de 2026, sujeitos a trânsito e estrada).

Não dirija depois de degustar: contrate motorista ou tour

Como uma visita típica inclui degustação de quatro a seis rótulos, o plano que recomendo é ir com motorista particular ou tour com transporte incluído, em vez de dirigir entre as bodegas. Além da segurança, você aproveita as taças sem se preocupar com a volta. Quase todas as bodegas exigem reserva com antecedência, especialmente na alta temporada (outubro a abril) e na vendima, então organize as visitas e o traslado juntos.

Malbec é a estrela, mas prove o Torrontés

Mendoza é o berço do Malbec, a uva-assinatura argentina, e a altitude dos vinhedos (entre 800 e 1.500 m) é o que dá a esses tintos a concentração e o frescor que viraram a marca da região. Vale alternar com um Torrontés, o branco aromático mais típico do país, para variar entre as degustações. Os melhores Malbec costumam vir justamente de Luján de Cuyo e do Valle de Uco.

Motorista particular sai mais barato que agencia

Em Mendoza, contratar motorista particular que agenda direto nas vinicolas costuma sair mais barato que fechar com agencia. Tambem vale o passeio para ver o Aconcagua.

Como emitir passagens para Mendoza com milhas

Pisos de pontos por trecho, saindo do Brasil, que já observamos nas emissões — por origem, cabine e programa. O programa indica o caminho (Avios via Doha, Flying Blue via Paris, AAdvantage via EUA…). Disponibilidade e valores mudam — confirme no programa antes de transferir.

DeCabineA partir dePrograma
GRU São PauloEconômica35.000Smiles
GIG Rio de JaneiroEconômica39.500Smiles
SSA SalvadorEconômica48.000Smiles
SSA SalvadorEconômica48.542LATAM Pass
VIX VitóriaEconômica55.712LATAM Pass

Rotas e conexões: GRU→MDZ direto (sazonal) · LATAM Pass Via Santiago (SCL) · LATAM Pass/Smiles Via Buenos Aires (AEP/EZE) · diversas De Santiago de carro/ônibus pelos Andes

Veja todas as rotas e origens no explorador de passagens em milhas e compare o valor do milheiro na calculadora. Valores observados pela nossa curadoria e pela comunidade — referência, não garantia de disponibilidade.

Perguntas frequentes

Onde ficar em Mendoza? Qual a melhor região?

Eu recomendo ficar na Cidade de Mendoza, na área da Plaza Independencia e da movimentada Avenida Arístides Villanueva, com restaurantes e bares a pé e fácil saída para as vinícolas. Para uma estada urbana com conforto eu indico o Park Hyatt Mendoza, de frente para a praça principal, ou o Hotel Diplomatic, central e bem localizado. Quem quer dormir no meio dos vinhedos deve escolher um hotel em Luján de Cuyo ou no Valle de Uco, mais perto das bodegas.

Como ir do aeroporto de Mendoza (MDZ) até o centro?

O aeroporto El Plumerillo (MDZ) fica a cerca de 10–11 km do centro, uns 20 minutos de carro. Eu prefiro táxi ou remis (paga-se em pesos, em dinheiro; a maioria não aceita cartão) ou um transfer privado pré-reservado, que evita imprevisto na chegada. Existe ônibus urbano (linhas 675 e 680) por valor baixo, mas ele exige o cartão SUBE, que não é vendido no aeroporto, por isso, chegando de avião, eu não conto com o ônibus. Verificado em junho de 2026.

Quanto custa a passagem para Mendoza em milhas?

O preço varia bastante conforme a origem, a época do ano e o programa, então eu não cravo um número aqui. Para voos da Argentina, costumam sair melhor os programas das companhias que operam a rota a partir do Brasil, como Latam (Latam Pass), Smiles e Azul. Veja o painel de preços observados nesta página para ter uma referência real e atualizada.

Quantos dias ficar em Mendoza?

Eu recomendo de 3 a 4 dias para Mendoza. Isso dá tempo de dedicar um dia inteiro às bodegas de Luján de Cuyo e Maipú, mais perto da cidade, e outro dia ao Valle de Uco, que fica a cerca de uma hora e merece calma. Se a ideia incluir alta montanha (o caminho rumo ao Aconcágua) ou mais almoços harmonizados, eu estico para 5 dias.

Qual a melhor época para ir a Mendoza?

Mendoza fica no Hemisfério Sul, então as estações são invertidas em relação ao Brasil. Eu prefiro o outono (de março a maio), quando acontece a vindima (colheita da uva), os vinhedos ficam dourados e o clima é ameno. A primavera (setembro a novembro) também é ótima; o verão é quente e seco, e o inverno é frio, mas serve para quem quer combinar a viagem com neve nas montanhas.

Como visitar as vinícolas de Mendoza? Precisa reservar?

Sim, eu sempre reservo com antecedência: as bodegas mais procuradas, como a Catena Zapata, costumam lotar de 1 a 2 meses antes na alta temporada (outubro a abril), e algumas, como a Zuccardi Piedra Infinita, pedem pagamento adiantado para confirmar. As regiões mais próximas (Luján de Cuyo e Maipú), onde ficam a Susana Balbo Wines e a El Enemigo (Casa Vigil), dão para visitar em meio dia; o Valle de Uco, mais distante (cerca de uma hora), eu reservo um dia inteiro. Como há degustação, eu contrato motorista, tour com transporte ou uso aplicativo (Uber/Cabify) em vez de dirigir. Leve pesos em dinheiro: o câmbio na Argentina é volátil e muitos lugares dão melhor preço à vista, então confirme as condições no momento da viagem.