MaxMilhas é confiável em 2026? Como eu uso com segurança

A MaxMilhas é uma das ferramentas que eu mais abro quando vou emitir uma passagem, mas não pelo motivo que muita gente imagina. Eu a uso primeiro como termômetro de preço e só compro por ela com alguns cuidados. Como o assunto é dinheiro, vou ser direto sobre o que ela é, o que mudou desde 2023 e como dá para usar com segurança hoje.

Como eu uso: comparador primeiro, compra depois

Antes de tudo, vale entender o modelo. A MaxMilhas não é um buscador de tarifa em dinheiro como o Google Flights. Ali, a passagem é emitida com as milhas de outra pessoa e você paga em reais; por isso costuma sair abaixo da tarifa cheia. No fim, você recebe o localizador oficial da companhia, igual a qualquer emissão.

Na prática, quando quero ir de São Paulo para Fortaleza, eu busco o trecho lá e comparo o preço entre as companhias: GOL (programa Smiles), Azul (Azul Fidelidade) e LATAM (LATAM Pass). Isso me dá uma referência rápida de quanto aquele voo custa quando emitido com milhas. A partir daí eu decido: se eu já tenho milhas no programa certo, emito direto no site do programa; se não tenho, às vezes vale comprar a passagem pronta pela MaxMilhas. Ou seja, o maior valor dela para mim é ser um comparador honesto de preço antes de eu mover um único ponto.

MaxMilhas é confiável em 2026?

A resposta honesta tem duas partes. Sim, a MaxMilhas segue operando e emitindo milhares de passagens, e a reputação dela no Reclame Aqui hoje é de empresa que responde e resolve a maioria dos casos (nota na faixa de “Bom”, não impecável). Mas é importante você saber: a empresa está em recuperação judicial desde 2023, junto com a 123milhas do mesmo grupo, e esse processo ainda não foi concluído. Não adianta eu fingir que isso não existe.

O que faz a compra de passagem continuar segura, apesar disso, é o localizador: assim que você paga, a emissão é imediata e você recebe o código da reserva. Confirme esse localizador no site da própria companhia na hora. Se ele aparece lá, a reserva foi criada, mas isso não elimina o risco de cancelamento posterior, especialmente em bilhetes emitidos com milhas de terceiros. Confira também o número do bilhete e monitore o status até a viagem.

Verificação em 11 de agosto de 2026: a MaxMilhas continua em recuperação judicial e publica as condições atuais em seus termos e na página oficial do processo. No Reclame Aqui, o recorte de fevereiro a julho de 2026 mostra nota 7,6, 4.130 reclamações, 98,7% respondidas e 82,5% resolvidas, com 66,8% dizendo que voltariam a fazer negócio. A assembleia geral de credores ainda não tem data marcada, com expectativa para o segundo semestre de 2026; desde janeiro de 2026 os credores podem votar antecipadamente pelo Termo de Adesão no site dos administradores judiciais. São sinais úteis de operação, não uma garantia de que toda compra ou venda terminará sem problema.

Os cuidados que eu sempre tomo

  • Confirmo o localizador na companhia logo depois de pagar. Sem localizador reconhecido, não relaxo.
  • Pago no cartão de crédito, nunca no susto. O estorno (chargeback) é a minha rede de proteção se algo der errado.
  • Só uso os canais oficiais (site e app). Existe golpe de gente se passando pela MaxMilhas no WhatsApp, a própria empresa alerta.
  • Lembro que reembolso sai em crédito, não em dinheiro, então só compro o que tenho razoável certeza de usar.

Veredito: comprar passagem

Risco baixo, com os cuidados de sempre. Comprar aqui é uma transação curta: você paga, recebe o localizador, confirma a emissão direto no site da companhia e voa. A sua exposição dura minutos, não anos. A empresa segue operando e emitindo sob supervisão judicial (pelos números da própria MaxMilhas, o grupo transportou perto de 3 milhões de passageiros desde o início da recuperação) e, pagando no cartão de crédito, você ainda tem a proteção do estorno se a emissão não aparecer. É por isso que, para mim, comprar é o lado tranquilo: confirme o localizador na companhia, pague no cartão e use só os canais oficiais.

Veredito: vender milhas

Aqui eu piso no freio. Vender inverte a ordem da transação: você entrega as milhas primeiro e fica esperando o dinheiro. Essa janela de espera, numa empresa cuja recuperação judicial ainda não terminou, é o risco de verdade, e ele se mede em prazo, não em desconfiança da marca. O grupo está em recuperação desde agosto de 2023, o plano foi protocolado em dezembro de 2024 e continua dependendo de aprovação dos credores e homologação da Justiça antes de qualquer pagamento. Quase três anos depois do pedido, a assembleia de credores ainda não tem data marcada (a expectativa é o segundo semestre de 2026). A própria MaxMilhas mantém, na página da recuperação, orientação específica para os ofertantes, que é como ela chama quem vende milhas.

Para dimensionar o que significa entrar nessa fila, vale olhar a proposta que o grupo enviou aos credores em fevereiro de 2026: cerca de 800 mil credores, R$ 2,4 bilhões em dívida e três caminhos possíveis. Receber o valor integral, mas em créditos para compras futuras, não em dinheiro. Aceitar 40% de desconto, em parcelas semestrais ao longo de seis anos, que só começam depois de 18 meses de carência. Ou um teto de R$ 450 para créditos menores, em cinco parcelas anuais que começam daqui a dois anos e meio. Esses termos valem para as dívidas anteriores ao pedido de 2023, não para uma venda feita hoje, mas servem de régua honesta do que custa, em tempo, ficar na fila de uma recuperação judicial desse tamanho.

A ressalva, então: se a sua meta é transformar milhas em dinheiro, eu leria as condições e os prazos com lupa antes e não colocaria nessa operação um saldo que faça falta. Antes de decidir, compare com o valor de uso das suas próprias milhas na calculadora do milheiro: emitir a passagem você mesmo costuma entregar mais do que vender. O guia da HotMilhas, do mesmo grupo, detalha o lado da venda com mais profundidade.

Preço por milheiro na MaxMilhas: como eu avalio

A cotação que a MaxMilhas oferece a quem vende milhas muda todo dia e varia por programa, então não publico um número fixo aqui: a referência confiável é a simulação dentro da própria plataforma, no dia da venda. O meu critério é comparar a oferta com o valor de uso das minhas próprias milhas: se emitindo a passagem eu extraio mais por milheiro do que a MaxMilhas paga, vender abaixo disso só faz sentido se eu precisar do dinheiro agora. Faça essa conta na calculadora do milheiro antes de aceitar qualquer cotação, e lembre que, numa empresa em recuperação judicial, o prazo do pagamento pesa tanto quanto o preço.

Fontes verificadas

Perguntas frequentes

MaxMilhas é confiável em 2026?

Para comprar passagem, sim, com cuidados: você recebe um localizador para conferir a emissão na companhia, mas deve monitorar reserva e bilhete porque isso não é garantia absoluta. A ressalva honesta é que a empresa está em recuperação judicial desde 2023 e o processo não terminou. Confirme o localizador na companhia e pague no cartão de crédito.

É seguro comprar passagem pela MaxMilhas?

O risco é baixo se você validar o localizador no site da GOL, Azul ou LATAM logo após pagar. Confirme também o número do bilhete e acompanhe a reserva até o embarque. Prefira pagar no cartão de crédito pela proteção de estorno e use só os canais oficiais.

A MaxMilhas está em recuperação judicial?

Sim, desde 2023, junto com a 123milhas do mesmo grupo, e o processo ainda não foi concluído. Mesmo assim, segue operando e emitindo passagens sob supervisão judicial.

Vale a pena vender milhas para a MaxMilhas?

É o lado mais arriscado hoje. Há relatos de atraso no pagamento de quem vendeu, ligados à recuperação judicial. Se for vender, leia bem as condições e prazos antes.

Qual a nota da MaxMilhas no Reclame Aqui?

No recorte de fevereiro a julho de 2026, a MaxMilhas aparecia com nota 7,6 (faixa Bom), 4.130 reclamações, 98,7% respondidas e 82,5% resolvidas; 66,8% de quem avaliou voltaria a fazer negócio. Verifiquei em agosto de 2026. A nota muda todo mês, confira a página da empresa no Reclame Aqui antes de decidir.

A recuperação judicial da MaxMilhas já terminou?

Não. Em agosto de 2026 o processo seguia em andamento: o plano foi protocolado em dezembro de 2024, os credores podem votar antecipadamente pelo Termo de Adesão desde janeiro de 2026 e a assembleia geral ainda não tinha data marcada, com expectativa para o segundo semestre de 2026. A empresa segue operando normalmente durante o processo.

Última verificação editorial: agosto de 2026. A situação de empresas em recuperação judicial muda, confirme as condições atuais antes de comprar ou vender.

Leia também: HotMilhas é confiável? O guia honesto para vender milhas.