Europa

Suíça com pontos e milhas: Alpes, trens panorâmicos e lagos

O pico do Matterhorn em Zermatt, nos Alpes suíços, contra um céu azul limpo
Econômica 35–60k (por trecho)
Executiva 55–88k (por trecho, via Star Alliance)
A Swiss opera o único voo direto de São Paulo (GRU) a Zurique (ZRH), sem escalas (cerca de 11h15), do grupo Lufthansa / Star Alliance — então dá para emitir com programas parceiros como LifeMiles, Aeroplan, United e Smiles. Genebra (GVA) costuma exigir conexão na Europa. Alternativa: voar até Lisboa, Madri ou outro hub europeu (TAP/Iberia) e seguir de trem ou voo curto.

Melhor época para ir Junho a setembro e início do outono para lagos, trilhas e teleféricos abertos (alta temporada, mais cheia e cara). Dezembro a março é a temporada de neve e esqui.

A Suíça é o tipo de destino que entrega muito em pouca distância. Em poucos dias de trem dá para ver o Matterhorn refletido num lago alpino, subir à geleira do Jungfraujoch, cruzar a ponte de madeira de Lucerna e terminar tomando um café numa cidade-relógio como Berna ou Zurique. Recomendo encarar o país como uma sequência de bases ligadas por ferrovia, em vez de tentar dirigir, o transporte público é tão bom que vira atração.

O facilitador para o brasileiro é o voo direto da Swiss de São Paulo a Zurique, que abre o país sem a maratona de conexões. Como a Swiss é da Star Alliance, dá para emitir com vários programas parceiros. Genebra, do lado francófono, costuma exigir conexão na Europa, mas é a porta natural para o Lago de Genebra, o Castelo de Chillon e a Riviera de Montreux.

Abaixo organizo os lugares que recomendo, das montanhas-ícone aos trens panorâmicos e às cidades, cada um com o que tem de melhor e o que confirmar antes de ir, já que preço, horário e calendário de teleférico mudam. Para quem quer voar deitado nas mais de 11 horas até a Europa, vale checar as passagens em executiva antes de emitir.

O que recomendo fazer

Jungfraujoch – Top of Europe

Interlaken / Grindelwald, Suíça

A estação de trem mais alta da Europa (3.454 m), com geleira, plataforma de neve e o trem cremalheira até o topo. Recomendo reservar assento e escolher um dia de tempo bom, porque a vista é o passeio inteiro.

Matterhorn Glacier Paradise e Gornergrat

Zermatt, Suíça

Duas formas de encarar a montanha mais famosa dos Alpes: o teleférico Glacier Paradise (ponto mais alto acessível dos Alpes) e o trem do Gornergrat, cercado por 29 picos acima de 4.000 m. Zermatt é livre de carros a combustão.

Lago de Genebra e Jet d’Eau

Genebra, Suíça

O cartão-postal de Genebra é o jato d'água de 140 m sobre o maior lago da Europa Ocidental — gratuito e visível de toda a orla. Boa base para o Castelo de Chillon e a Riviera de Montreux.

Ponte da Capela (Kapellbrücke)

Lucerna, Suíça

Ponte coberta de madeira do século 14 sobre o rio Reuss, com a torre d'água ao lado — provavelmente o ponto mais fotografado do país. O centro medieval de Lucerna e o lago dos Quatro Cantões completam o passeio.

Cataratas do Reno (Rheinfall)

Schaffhausen / Neuhausen, Suíça

A cachoeira mais caudalosa da Europa, com 150 m de largura, plataformas sobre a queda e passeios de barco até o rochedo central. Acesso livre o ano todo.

Interlaken e Monte Pilatus

Interlaken / Lucerna, Suíça

Interlaken é a base entre dois lagos para o conjunto Jungfrau; perto de Lucerna, o Pilatus tem a cremalheira mais íngreme do mundo (48%) e um circuito clássico de trem, barco e teleférico (Golden Round Trip).

Cidade Velha de Berna

Berna, Suíça

Centro histórico Patrimônio da UNESCO desde 1983, com 6 km de arcadas cobertas e a torre-relógio Zytglogge. A capital federal é frequentemente subestimada e dá um ótimo dia de cidade.

Centro histórico de Zurique e Bahnhofstrasse

Zurique, Suíça

A maior cidade do país combina a rua de compras Bahnhofstrasse, a Altstadt à beira do rio Limmat e as torres do Grossmünster. É a principal porta de entrada do Brasil pela Swiss.

Glacier Express e Bernina Express

Zermatt–St. Moritz / Chur–Tirano, Suíça

Os dois trens panorâmicos mais célebres da Suíça: o Glacier Express (Zermatt–St. Moritz, 291 km em cerca de 8h) e o Bernina Express, que cruza um trecho de ferrovia Patrimônio da UNESCO até a Itália. Reserva de assento obrigatória.

Monte Titlis (Engelberg)

Engelberg, perto de Lucerna, Suíça

Bate-volta clássico a partir de Lucerna, recomendado por viajantes brasileiros. Sobe-se aos 3.020 m pela primeira gôndola giratória do mundo (a Rotair) até a geleira, com passarela suspensa e gruta de gelo no topo — vista de neve garantida mesmo no verão.

Lago Blausee

Kandersteg, Berner Oberland, Suíça (entre Interlaken e o Valais)

Lago de um azul translúcido dentro de um parque natural privado, no caminho entre Interlaken e Zermatt — viajantes o descrevem como um dos lagos mais bonitos que já viram. A entrada é baixa (em torno de CHF 8) e dá acesso às trilhas curtas no entorno; confirme o valor atual no site oficial.

Lauterbrunnen e Mürren

Vale de Lauterbrunnen, Região da Jungfrau, Suíça (bate-volta de Interlaken)

O vale de Lauterbrunnen tem cerca de 72 cachoeiras — a Staubbach despenca quase 300 m de um paredão — e é um dos lugares mais cinematográficos do país. Viajantes recomendam subir de teleférico e trem até Mürren, vilarejo sem carros pendurado na encosta com vista para Eiger, Mönch e Jungfrau.

Schilthorn – Piz Gloria

Acima de Mürren, Região da Jungfrau, Suíça

Cume a 2.970 m com o primeiro restaurante giratório dos Alpes (cenário de 007) e o melhor panorama da "Swiss Skyline": Eiger, Mönch e Jungfrau alinhados. Combina bem com o bate-volta de Lauterbrunnen/Mürren para quem quer altitude sem encarar a fila do Jungfraujoch.

Castelo de Chillon

Veytaux / Montreux, Suíça

Castelo medieval às margens do Lago de Genebra, o monumento histórico mais visitado da Suíça. Recomendo combinar com a Riviera de Montreux, ali ao lado.

Onde recomendo ficar

The Dolder Grand

Zurique, Suíça

Resort urbano cinco estrelas numa colina sobre Zurique, com spa premiado e vista da cidade e do lago — uma referência de luxo clássico na Suíça, a poucos minutos do centro de trem ou funicular.

Badrutt’s Palace Hotel

St. Moritz, Suíça

Ícone alpino desde 1896 às margens do lago de St. Moritz, sinônimo de hotelaria suíça clássica e membro do Leading Hotels of the World. É um destino de inverno tanto quanto de verão.

Bürgenstock Resort Lake Lucerne

Obbürgen, Lago de Lucerna, Suíça

Resort de mais de 60 hectares sobre um penhasco a cerca de 450 m acima do Lago de Lucerna, com spa alpino e vistas panorâmicas. É um destino em si, ligado à cidade por barco e funicular.

Hotel Restaurant Hirschen (Interlaken)

Matten bei Interlaken, Suíça

Estalagem histórica em Matten, na borda de Interlaken — funciona como hospedaria desde 1666 e é recomendada por viajantes brasileiros pela combinação de tradição e localização para os bate-voltas da região. Confirme tarifas e disponibilidade direto no site do hotel.

Jägerhof Hotel & Appartements (Zermatt)

Zermatt, Valais, Suíça

Opção recomendada por viajantes em Zermatt, com apartamentos amplos e cozinha — útil para fazer refeições e fugir dos preços dos restaurantes do vilarejo. Fica a poucos minutos a pé do teleférico Matterhorn Express e do funicular Sunnegga.

Onde recomendo comer

Restaurant Kronenhalle

Zurique, Suíça

Instituição de Zurique desde 1924, conhecida pelo Zürcher Geschnetzeltes (vitela ao molho) e por um acervo de arte com Picasso, Chagall e Miró nas paredes. Boa pedida para um jantar clássico na cidade.

Swiss Chuchi (Hotel Adler)

Zurique, Suíça

No coração da Altstadt desde 1953, é uma das opções mais acessíveis e tradicionais para experimentar fondue de queijo e raclete em Zurique — o clássico suíço sem pompa.

Vito Pizza (Zurique)

Zurique, Suíça (ao lado da estação central)

Pizzaria rápida ao lado da estação de trem de Zurique, recomendada por viajantes como opção saborosa e mais em conta para uma refeição prática entre conexões — num país onde comer fora costuma doer no bolso, esse tipo de endereço resolve.

Le Chalet Suisse

Genebra, Suíça

Instituição genebrina de 1924 especializada em fondue de queijo tradicional, boa pedida para o clássico da Suíça francófona. Confirme horário antes de ir, porque varia por temporada.

Dicas da Suíça

Como ir do aeroporto ao centro (Zurique e Genebra)

Recomendo o trem nos dois aeroportos: é mais rápido e muito mais barato que o táxi. Em Zurique (ZRH, a cerca de 10 km do centro), o trem sai da estação dentro do aeroporto até a Zürich HB em cerca de 10 minutos, por volta de CHF 6,80 (uns R$ 45); táxi sai entre CHF 50 e 70. Em Genebra (GVA, a menos de 4 km), o trem chega a Genève-Cornavin em cerca de 6 minutos, e há um bilhete gratuito de 80 minutos que você retira na máquina mostrando o cartão de embarque, antes de sair do aeroporto. Câmbio aproximado: 1 CHF perto de R$ 6,6, confira na viagem, porque varia.

O Swiss Travel Pass vale a pena?

Para quem se desloca bastante entre cidades e usa os trens panorâmicos, costuma compensar. Ele dá trem, ônibus e barco ilimitados, entrada em mais de 500 museus e descontos nas excursões de montanha. Em 2026 sai a partir de CHF 254 (3 dias, 2ª classe), 399 (6 dias) e 439 (8 dias), e crianças até 16 anos viajam grátis acompanhadas com o Swiss Family Card. Faça a conta com o seu roteiro antes de comprar, preços e regras mudam, confira no site oficial.

Use franco suíço, não euro

A moeda oficial é o franco suíço (CHF), e a Suíça está no Schengen mas fora da União Europeia. Alguns pontos turísticos aceitam euro, mas o troco volta em francos e o câmbio costuma ser ruim para você. Cartão é aceito em quase tudo, então recomendo pagar no cartão e sacar pouco dinheiro vivo.

Reserve assento nos trens panorâmicos

O Glacier Express e o Bernina Express exigem reserva de assento à parte (além do bilhete ou do Swiss Travel Pass), e na alta temporada esgotam com antecedência. Recomendo reservar assim que fechar as datas. Para vistas, no Bernina Express o lado direito no sentido sul costuma render as melhores fotos do viaduto de Brusio.

A Suíça é cara: planeje o orçamento

A Suíça está entre os países mais caros do mundo: refeições simples, água e ingressos pesam mais do que no resto da Europa. Recomendo equilibrar com supermercados (Coop, Migros) para algumas refeições, usar os trens em vez de táxi e concentrar os passeios pagos de montanha nos dias de tempo firme, para não gastar uma fortuna num teleférico no meio da nuvem.

Seguro viagem com cobertura folgada

O Schengen exige seguro com no mínimo 30 mil euros de cobertura médica, mas a saúde suíça é das mais caras do mundo, então eu contrato sempre acima do mínimo. Guarde a apólice acessível no celular para apresentar se pedirem na imigração.

Como ir do aeroporto ao centro: Suíça

De Zurique (ZRH) ao centro, eu pego o trem direto na própria estação do aeroporto: cerca de 10–15 minutos até a Zürich HB por volta de CHF 7 (~R$ 45). Em Genebra (GVA) é ainda mais simples, o trem leva uns 7 minutos até a estação central e há um bilhete gratuito de transporte público retirado no aeroporto.

Do aeroporto de Zurique ao centro de trem

Da estação dentro do aeroporto de Zurique (ZRH), eu pego o trem direto até a Zürich HB: cerca de 10–15 minutos por volta de CHF 7. Em Genebra o trajeto é parecido e o aeroporto ainda dá um bilhete de transporte público gratuito, retire antes de deixar a área de bagagens.

Swiss Travel Pass ou Half Fare Card

Se vou rodar muito de trem, compro o Swiss Travel Pass (trens, ônibus, bondes, barcos, museus e desconto em teleféricos). Para roteiros mais parados, o Half Fare Card, que dá 50% em tudo, pode sair mais barato. Hospedar-se em hotel costuma render um cartão de transporte gratuito da cidade, vale perguntar no check-in.

Economize a comida no Migros e no Coop

Comer fora na Suíça é caro. Para equilibrar, eu faço parte das refeições com marmitas de salada e proteína compradas nos supermercados Migros e Coop, dica que viajantes brasileiros repetem muito. Hospedagem com cozinha ajuda ainda mais a segurar o orçamento.

eSIM para internet desde o desembarque

Para chegar conectado, eu uso um eSIM com pacote Europa ativado antes de embarcar, viajantes relatam que funciona bem na Suíça e evita a busca por chip físico ou o Wi-Fi instável. Confirme se o seu celular aceita eSIM antes de comprar.

Carro: vinheta e o detalhe de Zermatt

Se for de carro (faz sentido em grupo/família), as autoestradas exigem a vinheta obrigatória, e Zermatt é sem carros: deixe o veículo no estacionamento de Täsch e pegue o trem, que sai a cada 10–15 minutos. As estradas suíças são excelentes, mas no inverno avalie pneus e correntes.

Perguntas frequentes

Vale a pena comprar o Swiss Travel Pass?

Para quem vai circular bastante de trem entre cidades, costuma valer: ele cobre trens, ônibus, bondes e barcos, dá entrada gratuita em muitos museus e desconto nos teleféricos de montanha. Viajantes brasileiros recomendam bastante. Se você vai ficar mais parado numa base só, o Half Fare Card (metade do preço em todos os trajetos) pode sair mais barato. Faça a conta com o seu roteiro real antes de comprar; preços mudam, confirme no site da SBB.

Brasileiro precisa de visto para a Suíça?

Não para turismo de até 90 dias: a Suíça faz parte do Espaço Schengen e brasileiros entram sem visto, apenas com passaporte válido (podem pedir passagem de volta, comprovante de recursos e seguro). A partir do último trimestre de 2026 deve passar a valer o ETIAS, uma autorização eletrônica que ainda não está em vigor, verifique a data oficial antes de viajar.

É melhor alugar carro ou andar de trem na Suíça?

Depende do perfil. Sozinho ou em casal, o trem é imbatível, pontual, panorâmico e sem dor de cabeça com estacionamento ou neve. Em grupo ou família, viajantes brasileiros relatam que alugar carro sai mais barato que vários bilhetes de trem. Se for de carro, lembre da vinheta obrigatória nas autoestradas e que cidades como Zermatt são sem carros (deixe o veículo em Täsch e pegue o trem).

A Suíça é muito cara? Como gastar menos?

Sim, é um dos países mais caros da Europa. A maior economia que eu recomendo é nas refeições: comprar marmitas de salada, proteína e pães nos supermercados Migros e Coop, em vez de comer fora todas as refeições. Hospedagem com cozinha (apartamentos) ajuda muito. E hospedar-se em hotel costuma render um cartão de transporte público gratuito da cidade durante a estadia, pergunte no check-in.

Quanto tempo de roteiro a Suíça pede?

Para uma primeira viagem cobrindo Zurique, Lucerna, Interlaken e Zermatt, eu indico de 7 a 10 dias. Em menos que isso você corre demais e gasta com transporte sem aproveitar as montanhas. Genebra e a região do Lago Léman (com o Castelo de Chillon) pedem mais 1 a 2 dias se você quiser incluir o lado francófono.

Qual a melhor época para visitar a Suíça?

Para a maioria dos roteiros (lagos, trilhas, teleféricos e trens panorâmicos abertos), recomendo de junho a setembro e o início do outono. Quem busca neve e esqui deve ir entre dezembro e março. O verão é alta temporada, com preços e movimento mais altos.

Qual moeda se usa na Suíça? Posso pagar em euro?

A moeda oficial é o franco suíço (CHF), não o euro, a Suíça está no Schengen, mas fora da União Europeia. Alguns pontos turísticos aceitam euro, porém o troco volta em francos e o câmbio costuma ser desfavorável. Cartão é aceito em quase todo lugar.

Como ir do Brasil para a Suíça com milhas?

Há voo direto GRU–Zurique pela Swiss (Star Alliance). Dá para emitir com parceiros como LifeMiles, Aeroplan, United e Smiles, em faixas aproximadas de 35–60k por trecho na econômica e a partir de cerca de 55k na executiva, conforme programa e disponibilidade. Genebra normalmente exige conexão na Europa. Valores e taxas mudam, confirme antes de emitir.