Europa

Copenhague: o guia completo para a capital dinamarquesa

O casario colorido de Nyhavn à beira d agua em Copenhague
Econômica 60–90k (por trecho, via Europa)
Executiva 120–180k (por trecho, via Europa)

Melhor época para ir Maio a setembro, com pico de luz no verão (junho tem ~17h de claridade). Maio e setembro equilibram clima bom e menos gente; dezembro tem os mercados de Natal, mas escurece cedo.

Minha leitura da rota

Copenhague tem uma única observação no nosso banco, uma executiva pelo Flying Blue no voo da Air France com conexão em Paris, e por isso eu leio o painel como sinal, não como piso. A lógica da rota é a mesma de toda a Escandinávia: não há voo direto, então a briga é entre conectar em Paris ou Amsterdã pelo Flying Blue, em Lisboa pela TAP Miles&Go ou em Frankfurt pela Star Alliance. Minha leitura: emita até o hub onde o seu programa tem preço bom e compare o trecho final com uma tarifa paga da SAS; muitas vezes sai mais barato do que a conexão inteira em milhas.

Como emitir passagens para Copenhague com milhas

Pisos de pontos por trecho, saindo do Brasil, por origem, cabine e programa (o programa indica o caminho). Confirme no programa antes de transferir.

DeCabineA partir dePrograma
GRU São PauloExecutiva95.000
dado pontualvisto jun/2026
Flying Bluever no explorador

Dado pontual = visto 1 vez; Nx observado = piso recorrente; ≈ R$ = valor de referência das milhas. Referência, não garantia. Como verificamos · explorador · calculadora.

Preços observados em milhas

Preços reais observados pela nossa curadoria e pela comunidade, saindo do Brasil. Mudam e expiram, confirme no programa antes de emitir. Como verificamos →

Executiva 95.000 milhas dado pontual visto jun/26 Flying Blue · por trecho · de São Paulo · taxas ~R$ 170
faixa observada 95.000–95.000 · 1 oferta
jun/26, jul/26, ago/26, set/26, out/26, nov/26

Veja todas as rotas no explorador de passagens e calcule se vale a pena na calculadora de milhas.

Copenhague é o tipo de cidade que conquista pela maneira como tudo funciona. Recomendo a capital dinamarquesa para quem quer uma Europa elegante e sem pressa: ruas onde a bicicleta manda, casas coloridas refletidas na água de Nyhavn, palácios renascentistas e uma cena gastronômica que ajudou a reescrever a comida do norte da Europa. É compacta o suficiente para se fazer quase tudo a pé ou de metrô, e organizada a ponto de você sair do avião e estar no centro em pouco mais de 15 minutos.

Vou ser honesto sobre o ponto que mais pega o brasileiro: Copenhague é cara. Refeição, hospedagem, transporte e até o café custam acima da média europeia, e isso pesa no orçamento. A boa notícia é que dá para equilibrar bem usando os mercados de comida, atrações gratuitas (a Pequena Sereia, o mirante da torre de Christiansborg, os jardins reais) e o transporte público eficiente. Outro detalhe que confunde muita gente: aqui não se usa euro. A moeda é a coroa dinamarquesa (DKK), embora o cartão sem contato seja aceito em praticamente todo lugar, do food truck à bilheteria do metrô.

Monto este guia com o que recomendo de verdade para uma primeira visita: onde ficar, o que fazer, onde comer bem sem estourar o cartão, e os pontos de logística que evitam dor de cabeça. As datas de viagem e o melhor período também entram aqui, porque em Copenhague a estação muda completamente a experiência: o verão tem dias que parecem não terminar, e o inverno escurece cedo, mas compensa com a atmosfera de hygge e os mercados de Natal.

O que recomendo fazer

TipoIngresso

Nyhavn

Bairro pra caminharGrátisIndre ByAo ar livre1–2h

O canal do século 17 com casas coloridas e barcos antigos; recomendo no fim de tarde, quando a luz bate nas fachadas.

Jardins Tivoli

Parque temáticoEntrada pagaIndre ByBom com criançasMeio dia

Um dos parques de diversões mais antigos do mundo (1843), encantador à noite; abre por temporadas, então confira o calendário antes de ir.

Pequena Sereia (Den Lille Havfrue)

MonumentoGrátisLangelinieAo ar livreRápida (~30 min)

A estátua de bronze de 1913 virou símbolo da cidade; é menor do que muita gente espera e costuma lotar, mas combina com uma caminhada por Langelinie.

Castelo de Rosenborg

CasteloEntrada pagaIndre ByBom em família1–2h

Castelo renascentista do início do século 17 que abriga as joias da coroa dinamarquesa; recomendo combinar com os jardins reais ao lado, abertos e gratuitos.

Palácio de Christiansborg

PalácioGrátisSlotsholmenBom em família1–2h

Sede do Parlamento; o que mais recomendo é subir na torre mais alta da cidade (106 m), de acesso gratuito, mas espere fila, porque o mirante é pequeno.

Torre Redonda (Rundetaarn)

ObservatórioEntrada pagaIndre ByBom em famíliaRápida (~30 min)

Torre-observatório de 1642 com rampa em espiral em vez de escada e vista de 360° sobre os telhados do centro histórico.

Strøget (rua de pedestres)

Bairro pra caminharGrátisIndre ByAo ar livre1–2h

Uma das maiores ruas de pedestres da Europa (1,1 km), de lojas populares a grifes de luxo; boa para passear mesmo sem comprar nada.

Cidade Livre de Christiania

Bairro pra caminharGrátisChristianshavnAo ar livre1–2h

Comunidade autônoma de 1971 numa antiga base militar, com arte e cafés; respeite as regras locais (foto restrita em algumas áreas), a antiga Pusher Street foi desativada em 2024.

Hotéis em Copenhague: onde recomendo ficar

1 hotel avaliado · atualizado em jun/2026

Wakeup Copenhagen

Bom custo numa cidade cara: quartos compactos com design de Kim Utzon e uma unidade a passos da Estação Central.

Restaurantes em Copenhague: onde recomendo comer

Torvehallerne (mercado de comida)

Regional$$ IntermediárioNørreportBom em família

Mais de 60 bancas em dois pavilhões de vidro onde como bem gastando menos que num restaurante; fecha às segundas.

Restaurant Schønnemann

Regional$$$ Alto padrãoIndre By

A instituição do smørrebrød desde 1877, só no almoço; reserve, porque vive cheio.

Dicas de Copenhague

Como ir do aeroporto ao centro: Copenhague

Do aeroporto de Kastrup, eu pego o metrô M2 direto na estação Lufthavnen, em frente ao Terminal 3: são ~13 minutos até Kongens Nytorv, no coração da cidade. O bilhete de 3 zonas custa 30 DKK (cerca de R$ 25) e os trens passam a cada 4–6 minutos, dia e noite.

Do aeroporto ao centro: metrô M2 em 13 minutos

Eu desembarco em Kastrup e vou direto ao metrô M2 (estação Lufthavnen, em frente ao Terminal 3). São ~13 minutos até Kongens Nytorv, bilhete de 3 zonas a 30 DKK (cerca de R$ 25), trens a cada 4–6 minutos. Compro nas máquinas da saída, que aceitam cartão. É a forma mais rápida e barata.

Leve cartão, não euro: aqui a moeda é a coroa

A Dinamarca não usa euro, a moeda é a coroa dinamarquesa (DKK). Na prática, eu quase não saco dinheiro: o cartão por aproximação é aceito em todo lugar, do food truck à bilheteria. Se for sacar, prefira caixas eletrônicos de bancos e recuse a 'conversão para reais' na maquininha (o câmbio embutido é ruim).

Copenhague é cara: onde eu economizo

Não tem como fugir: a cidade é cara. Onde eu corto custos sem perder qualidade: como nos mercados (Torvehallerne) e em food trucks em vez de restaurantes a toda refeição; uso o transporte público em vez de táxi; e aproveito as atrações gratuitas (Pequena Sereia, torre de Christiansborg, jardins de Rosenborg). Hospedagem reservada com antecedência também faz diferença.

A cidade é da bicicleta: e isso muda o passeio

Copenhague é uma das capitais mais ciclísticas do mundo, com ciclovias por toda parte. Alugar uma bike é a forma mais gostosa (e local) de circular. Atenção dupla: como pedestre, nunca caminhe na faixa das bicicletas, elas vêm rápido e em silêncio. Se for pedalar, siga a sinalização e mantenha a mão direita.

Melhor época: verão de dias infinitos x inverno de hygge

Recomendo de maio a setembro, quando o clima é ameno e os dias são longuíssimos, em junho são cerca de 17 horas de luz. Maio e setembro têm bom tempo com menos gente. Dezembro escurece cedo e é frio, mas compensa com os mercados de Natal e a atmosfera aconchegante (hygge). Reserve cedo no verão, alta temporada.

ETIAS está chegando: fique de olho antes de viajar

Hoje o brasileiro entra na Dinamarca só com passaporte válido (Schengen, até 90 dias). A autorização eletrônica ETIAS está prevista para passar a ser exigida entre o fim de 2026 e 2027, quando entrar em vigor, será um cadastro online pago e simples, feito antes da viagem, não um visto. Antes de comprar a passagem, confirme se já está valendo.

Perguntas frequentes sobre Copenhague

Preciso de visto para visitar Copenhague?

Não. A Dinamarca faz parte do Espaço Schengen e brasileiros podem ficar até 90 dias (em cada período de 180 dias) sem visto para turismo. A autorização eletrônica ETIAS deve passar a ser exigida entre o fim de 2026 e 2027; até lá, basta passaporte válido. Quando entrar em vigor, será um cadastro online prévio, não um visto.

Qual é a moeda usada na Dinamarca? Posso pagar em euro?

A moeda é a coroa dinamarquesa (DKK), não o euro. Alguns lugares turísticos aceitam euro, mas dão troco em coroa e com câmbio ruim. Na prática, você quase não precisa de dinheiro vivo: o cartão sem contato (Visa/Mastercard) é aceito em praticamente todo lugar, inclusive food trucks e bilheterias.

Copenhague é cara? Quanto preciso por dia?

Sim, Copenhague está entre as capitais mais caras da Europa. Hospedagem, restaurantes e transporte pesam no orçamento. Dá para economizar comendo nos mercados de comida (como o Torvehallerne), usando o transporte público e aproveitando atrações gratuitas (Pequena Sereia, mirante da torre de Christiansborg, jardins reais). Como referência de comprovação financeira, as autoridades citam cerca de 500 DKK por dia para quem fica em hotel.

Como ir do aeroporto de Copenhague ao centro?

O jeito mais prático é o metrô M2, que sai da estação Lufthavnen (em frente ao Terminal 3) e chega a Kongens Nytorv, no centro, em cerca de 13 minutos. O bilhete de 3 zonas custa 30 DKK e os trens passam a cada 4–6 minutos. Há também trem urbano até a Estação Central. Táxi custa bem mais.

Qual a melhor época para viajar a Copenhague?

De maio a setembro, quando o clima é mais ameno (17–25 °C no verão) e os dias são longos, em junho há cerca de 17 horas de luz. Maio e setembro equilibram bom tempo com menos turistas. Dezembro é frio e escurece cedo, mas tem os charmosos mercados de Natal e a atmosfera de hygge.

Precisa de seguro viagem para a Dinamarca?

Não é exigido formalmente do turista brasileiro isento de visto, mas eu recomendo fortemente. O padrão Schengen é uma cobertura mínima de € 30.000 para despesas médicas e repatriação, e a saúde na Europa é cara demais para arriscar viajar sem proteção.

Qual a faixa de preço dos restaurantes em Copenhague?

Entre os endereços avaliados em Copenhague, predomina a faixa $$ (Intermediário). As faixas variam conforme o tipo de casa, de botecos a restaurantes de degustação.