Europa

Santorini

Vista do casario branco de Oia em Santorini, na Grécia, com moinho de vento, cúpula e a caldera ao fundo.
Econômica 60–75k (por trecho, via Europa)
Executiva 140–160k (por trecho, via Europa)

Eu encaro Santorini como duas viagens em uma. Tem a ilha da caldera, Oia, Fira e Imerovigli empilhadas no penhasco, com aquele pôr do sol que todo mundo conhece de cartão-postal, e tem a ilha de baixo, das praias de areia preta, das vinícolas e dos sítios arqueológicos. Quem fica só na borda da caldera vê metade. Eu recomendo dividir os dias: manhãs e fim de tarde na caldera (quando a luz é melhor e o calor é menor), e o miolo do dia descendo para o vulcão, para as praias ou para uma degustação de vinho.

Sobre onde ficar, a escolha muda a viagem. Oia tem a vista de capa de revista e os hotéis mais polidos, mas é cara e fica lotada na hora do pôr do sol. Imerovigli, que eu gosto bastante, fica num ponto alto da caldera com terraços mais reservados e o acesso à trilha do Skaros Rock. Fira é mais central e prática para quem quer ônibus, restaurantes e vida noturna a pé. Já as praias de areia preta, Perissa, Perivolos e Kamari, ficam do outro lado da ilha, longe da caldera, e são uma base mais econômica para quem prioriza mar.

A comida me surpreendeu mais que a paisagem. A Santorini de verdade está nas tavernas: tomate-cereja da ilha, fava (purê de ervilha-amarela), berinjela, queijo fresco e peixe grelhado, tudo regado a Assyrtiko gelado, o branco mineral e ácido que nasce na lava. Eu recomendo descer até Amoudi Bay, abaixo de Oia, para comer peixe na beira d’água, e reservar pelo menos um jantar numa mesa séria como a Selene ou a Metaxi Mas, esta última fora do circuito turístico, na encosta de Exo Gonia. Reserva com antecedência é regra de junho a setembro.

Logística: o aeroporto JTR recebe voos domésticos de Atenas e algumas conexões europeias sazonais; o ferry sai do porto de Athinios. Para emitir com milhas, a parte longa é o Brasil até um hub europeu, e de lá um trecho curto ou o ferry até a ilha. Vale comparar emitir o doméstico Atenas–Santorini com pontos versus pagar em dinheiro, porque costuma ser barato em euros. Como preços, regras de resgate e disponibilidade mudam o tempo todo, confirme tudo no programa antes de fechar.

Praias que recomendo

Red Beach (Praia Vermelha)

Perto de Akrotiri, sul de Santorini

A praia mais fotografada da ilha, com falésias de lava vermelha caindo sobre a areia escura e o mar azul, perto de Akrotiri. Importante: o acesso pela trilha das falésias está oficialmente fechado e restrito há anos por risco de queda de rochas, com novas medidas de proteção civil em vigor — não desça pela trilha se houver sinalização proibindo. Eu recomendo ver a praia de cima, do mirante, ou chegar por barco num passeio, que evita as encostas instáveis. Confirme as condições atualizadas no local antes de qualquer coisa.

Perissa

Perissa, sudeste de Santorini

A praia mais longa da ilha, mais de 3 km de areia preta fina do lado leste, com estrutura completa de espreguiçadeiras, bares e esportes aquáticos. Eu recomendo para dias longos de praia e banho de mar tranquilo. A areia preta esquenta muito ao sol, então leve chinelo ou sapatilha de água para andar até a água.

Perivolos

Perivolos, sudeste de Santorini

A continuação de Perissa, com a mesma areia preta mas um clima mais de beach bar e dia inteiro de praia, bons quiosques e esportes aquáticos. Eu gosto para relaxar com estrutura sem o caos da caldera. Mesma dica: a areia ferve no verão, leve calçado de água.

Kamari

Kamari, leste de Santorini

Praia de areia preta no leste da ilha, aos pés do monte Mesa Vouno, com um calçadão movimentado de lojas e restaurantes logo atrás. É mais de seixo e pedra que Perissa, então a água-pé é boa para calçado de água. Eu recomendo para quem quer combinar praia com vida e comida a pé, e é bem servida de ônibus a partir de Fira.

O que recomendo fazer

Pôr do sol no Castelo de Oia

Castelo de Oia (Agios Nikolaos), ponta noroeste de Oia, Santorini

É o pôr do sol que botou Santorini no mapa, e eu não fujo dele — mas chego cedo. As ruínas do Castelo de Agios Nikolaos, na ponta de Oia, são o melhor mirante e ficam tomadas de gente bem antes do sol cair. Se a multidão te incomoda, eu recomendo ver de um barco ou de Imerovigli. É de graça e ao ar livre; o horário do pôr do sol muda com a estação, então cheque no dia.

Sítio arqueológico de Akrotiri

Akrotiri, sul de Santorini (cerca de 13 km de Fira)

A chamada 'Pompeia do Egeu': uma cidade da Idade do Bronze soterrada por uma erupção vulcânica, com ruas, casas de dois andares e sistema de esgoto preservados sob uma cobertura moderna. Eu recomendo para quem gosta de história — é a alma menos óbvia da ilha. A entrada inteira custa cerca de 20 euros (com tarifa reduzida de 10 euros, aplicada a todos os visitantes de novembro a março); os ingressos da manhã esgotam dias antes na alta temporada, então reserve online pelo portal oficial de bilhetes da Grécia e confirme valores e horários, porque mudam.

Caminhada de Fira a Oia

Trilha da caldera entre Fira e Oia, Santorini

Minha atividade favorita na caldera: cerca de 10 km pela borda do penhasco, passando por Firostefani, Imerovigli e o Skaros Rock, com a vista mudando o tempo todo. Leva de 3 a 4 horas em ritmo tranquilo. Eu recomendo sair de manhã cedo ou no fim da tarde para fugir do sol, levar água, protetor e calçado fechado — boa parte é em pedra e terra. Gratuita.

Passeio de barco ao vulcão e fontes termais

Saída do Porto Velho de Fira (Old Port), Santorini

Sai do Porto Velho de Fira (descendo de teleférico, mula ou a pé) e leva você até a ilhota vulcânica de Nea Kameni, onde dá para subir até a cratera, e às fontes termais de águas mornas e enxofradas, onde se nada. A vista da caldera vista de baixo é outra ilha. Eu recomendo para quem quer entender a geologia do lugar. Leve calçado de trilha para a cratera e roupa de banho que você não se importe de manchar de enxofre.

Skaros Rock

Abaixo de Imerovigli, Santorini

Um rochedo que avança sobre a caldera abaixo de Imerovigli, com ruínas de um castelo medieval e uma das melhores vistas da ilha sem precisar pagar nada. A subida é curta mas íngreme e sem sombra; eu recomendo no fim da tarde, estendendo até a capelinha de Panagia Theoskepasti. Calçado firme é essencial — o caminho tem trechos de pedra solta.

Santo Wines

Pyrgos, Santorini (a caminho do porto de Athinios)

A cooperativa de vinhos da ilha, em Pyrgos, com o terraço de degustação mais conhecido de Santorini — uma sacada sobre a caldera onde dá para provar Assyrtiko e o Vinsanto (vinho doce de uvas secas ao sol) ao pôr do sol. É grande e movimentada, então eu recomendo reservar e ir num horário fora do pico do entardecer. Confirme preços e horários no site oficial.

Vila e castelo de Pyrgos

Pyrgos Kallistis, centro de Santorini

O ponto mais alto habitado da ilha, um labirinto de vielas brancas que sobem até as ruínas de um castelo veneziano, com vista de 360 graus que pega a caldera e o mar dos dois lados. Eu recomendo como alternativa tranquila a Oia para o fim de tarde: quase ninguém, e a luz é tão boa quanto. Gratuito para circular pela vila.

Museu do Vinho Koutsogiannopoulos

Vothonas, estrada Fira–Kamari, Santorini

Um museu dentro de uma caverna natural a oito metros de profundidade, contando 300 anos da história do vinho de Santorini com cenas e ferramentas antigas, com degustação no fim. Eu recomendo para dias de calor ou de vento forte — é fresco lá dentro — e para quem quer contexto antes de visitar as vinícolas. Confira valores e a inclusão da degustação no site oficial.

Amoudi Bay

Amoudi Bay, abaixo de Oia, Santorini

O pequeno porto de pescadores aos pés de Oia, cerca de 300 degraus abaixo da vila, encaixado entre rochas vermelhas e o mar. Eu recomendo descer no fim da tarde para comer peixe na beira d'água e, se estiver disposto, mergulhar da rocha junto à ilhota de São Nicolau. A descida é fácil; a volta a pé é puxada no calor — dá para pegar transporte até o estacionamento de cima.

Onde recomendo ficar

Katikies Santorini

Oia, 847 02, Santorini

A referência de luxo em Oia: suítes brancas escavadas no penhasco, piscinas de borda infinita que parecem flutuar sobre a caldera e um serviço impecável. É caro e romântico — eu recomendo para lua de mel ou ocasião especial. Membro do The Leading Hotels of the World. Confirme tarifas e política de cancelamento direto no site.

Canaves Oia Suites

Oia, 847 02, Santorini

Hotel só de suítes esculpido na falésia de Oia, com piscinas privativas, vista clássica de caldera e um dos melhores serviços da ilha. Faz parte do Small Luxury Hotels of the World e tem restaurantes próprios fortes. Eu recomendo para quem quer o cartão-postal de Oia com privacidade. Veja disponibilidade e tarifas no site oficial.

Grace Hotel, Auberge Resorts Collection

Imerovigli, 847 00, Santorini

Em Imerovigli, no ponto mais alto da caldera, com design contemporâneo, uma piscina de borda infinita dramática e vista que alcança Oia do outro lado da baía. Eu gosto da localização mais reservada que Oia, mantendo a vista de tirar o fôlego. Bom para casal. Confirme valores e o que está incluso no site oficial.

Mystique, a Luxury Collection Hotel

Oia, 847 02, Santorini

Hotel só para adultos cravado na falésia de Oia, com estética cíclade refinada, adega escavada na rocha e atmosfera tranquila apesar de estar em Oia. Eu recomendo para quem busca sossego e design. Faz parte da Luxury Collection (Marriott), então rende e queima pontos do programa. Confira tarifas no site oficial.

Vedema, a Luxury Collection Resort

Megalochori, 847 00, Santorini

Diferente do resto: fica na vila medieval de Megalochori, longe da borda da caldera, numa antiga vinícola de 400 anos transformada em resort cíclade com várias piscinas e mais espaço. Não tem a vista de penhasco, mas eu recomendo para famílias e para quem quer quartos maiores e mais sombra. Luxury Collection (Marriott). Confirme tarifas e transfers no site.

Astra Suites

Imerovigli, 847 00, Santorini

Em Imerovigli, uma das casas de suítes de melhor custo-benefício na primeira fila da caldera, com serviço pessoal acolhedor, piscina com vista e restaurante próprio bem avaliado. Eu recomendo para quem quer a experiência de caldera sem o preço dos nomes mais badalados de Oia. Veja disponibilidade direto no site oficial.

Onde recomendo comer

Selene

Pyrgos, 847 00, Santorini

A casa que praticamente definiu a alta gastronomia de Santorini, hoje em Pyrgos, com menu-degustação que celebra o terroir vulcânico e os produtos da ilha. Não é mesa de vista de caldera — é mesa de comida séria, e eu recomendo para um jantar especial. Reserva é obrigatória, idealmente com semanas de antecedência na alta temporada. Confirme menus e valores no site.

Metaxi Mas

Exo Gonia, 847 00, Santorini

Minha taverna favorita da ilha: na encosta de Exo Gonia, fora do circuito de Oia, com cozinha de inspiração cretense, porções generosas e um terraço com vista para o mar. Comida honesta e preço mais justo que a borda da caldera. Reserve com bastante antecedência — chega a 3 ou 4 semanas no auge do verão — e leve dinheiro, costuma ser preferido.

Argo Restaurant

Kontochori, perto de Fira, Santorini

Cozinha grega clássica perto de Fira, hoje em Kontochori, conhecida pela vista do mar Egeu e do vulcão e por uma travessa de frutos do mar farta. Eu recomendo para um almoço ou jantar com vista sem ir até Oia. Lota nos meses de verão, então reserve com dias de antecedência. Confira o cardápio e reservas no site oficial.

Sunset Ammoudi (by Paraskevas)

Amoudi Bay, abaixo de Oia, Santorini

Taverna de peixe na beira d'água em Amoudi Bay, abaixo de Oia, onde os barcos de pesca chegam de manhã com o pescado do dia. Eu recomendo para um almoço longo de peixe grelhado e o famoso espaguete com lagosta, com os pés quase na água. Reserve para o pôr do sol — disputadíssimo. Veja contato e reservas no site oficial.

Ammoudi Fish Tavern

Amoudi Bay, abaixo de Oia, Santorini

A taverna mais movimentada de Amoudi Bay, com peixe e frutos do mar grelhados no carvão à moda tradicional e mesas de frente para as rochas vermelhas e o Egeu. Eu gosto do clima descontraído e do peixe fresco do dia. Reserva é recomendada na alta temporada; veja contato e horários no site oficial.

Dicas de Santorini

Como chegar do aeroporto (JTR) e do porto até Fira e Oia

O aeroporto de Santorini (JTR) e o porto de Athinios ficam a poucos quilômetros de Fira, o centro da ilha. Do aeroporto, o ônibus KTEL até Fira custa cerca de 2 euros e você paga a bordo; para Oia, é preciso trocar de linha em Fira. O táxi na ilha não tem taxímetro, combine o preço antes, e costuma ficar entre 30 e 45 euros até Fira ou Oia; transfers compartilhados saem por volta de 15 a 20 euros por pessoa. Do porto de Athinios não há ônibus público direto a Oia: pegue o ônibus ou transfer até Fira e siga de lá. Eu recomendo reservar o transfer com antecedência se chegar à noite ou com muita bagagem, porque a fila de táxi pode ser grande na alta temporada. Valores e horários mudam por estação, então confirme antes.

Melhor época para ir

A janela boa vai de maio a outubro, quando o mar fica agradável para banho. Julho e agosto são os mais quentes, mais cheios e mais caros, com Oia lotada no pôr do sol. Eu prefiro o ombro da temporada, fim de maio, junho e setembro a início de outubro, quando o clima ainda é ótimo, os preços cedem um pouco e há menos multidão. No inverno muitos hotéis e restaurantes da caldera fecham. Como sempre, confirme a operação dos estabelecimentos na época da sua viagem.

Reserve restaurantes e o pôr do sol com antecedência

De junho a setembro, as mesas boas, Selene, Metaxi Mas, as tavernas de Amoudi com vista para o pôr do sol, enchem com semanas de antecedência. Eu recomendo reservar assim que tiver as datas e levar dinheiro, porque algumas casas preferem. Para o pôr do sol em Oia, chegue ao Castelo bem antes (uma hora ou mais na alta temporada) ou veja de um barco ou de Imerovigli para fugir da aglomeração.

Como circular pela ilha

Santorini é maior do que parece e a caldera fica longe das praias. O ônibus KTEL liga Fira a Oia, Akrotiri, Perissa e Kamari por poucos euros, sempre passando por Fira como hub. Para chegar a vinícolas, praias e vilarejos no seu ritmo, eu recomendo alugar carro ou contratar transfers; quadriciclos são populares, mas têm risco e exigem carteira válida. Dirigir nas vielas de Oia e Fira é complicado, então deixe o carro nos estacionamentos da entrada das vilas. As ruas em degraus pedem calçado confortável.

Prove o vinho e a comida local de verdade

A Assyrtiko é a uva nativa, um branco seco, mineral e ácido que nasce no solo vulcânico, e o Vinsanto é o doce de uvas secas ao sol. Eu recomendo reservar uma degustação numa vinícola como Santo Wines, Venetsanos ou Domaine Sigalas (a partir de cerca de 12 euros por pessoa, com reserva). À mesa, peça o tomate-cereja da ilha, a fava, a salada de tomate e o peixe fresco. Confirme valores e horários direto com cada produtor, porque mudam por estação.

Documentos e a nova fronteira europeia

Brasileiro entra na Grécia sem visto para turismo por até 90 dias em cada 180. O EES, que registra na fronteira os dados do passaporte e a biometria (foto e impressões digitais), começou a operar em outubro de 2025 e está totalmente operacional desde abril de 2026, chegue com tempo, porque o primeiro registro pode deixar a fila mais lenta. A autorização ETIAS ainda não é obrigatória e está prevista para o último trimestre de 2026; quando entrar em vigor, será exigida antes do embarque. Leve o passaporte com boa folga de validade e comprovantes de hospedagem e seguro. As regras mudam, então confirme no consulado antes de viajar.

Perguntas frequentes

Quantos dias ficar em Santorini?

Eu recomendo de 3 a 4 noites para a ilha render: um dia para a caldera (Oia, Fira, Imerovigli e o pôr do sol), um para praias e vinícolas, e um para o passeio de barco ao vulcão ou o sítio de Akrotiri. Quem quer combinar com outra ilha grega ou só relaxar pode esticar para 5. Em uma escala de cruzeiro de poucas horas, dá só para um gostinho da caldera.

Qual a melhor vila para se hospedar em Santorini?

Depende do que você quer. Oia tem a vista de cartão-postal e os hotéis mais luxuosos, mas é cara e cheia. Imerovigli é mais reservada, com ótimas vistas de caldera. Fira é central e prática, com ônibus, restaurantes e vida noturna a pé. Para quem prioriza mar e economia, Perissa, Perivolos e Kamari, do lado das praias de areia preta, saem mais em conta. Eu costumo indicar Imerovigli ou Fira para a primeira viagem.

Como ir de Atenas até Santorini?

Há duas formas: voo doméstico, de cerca de 45 minutos até o aeroporto JTR, ou ferry a partir do porto de Pireu, que leva de 5 a 8 horas conforme seja convencional ou rápido. Eu recomendo o avião por tempo, mas o ferry é uma experiência bonita e às vezes mais barato. Em alta temporada, reserve com antecedência os dois. Horários e preços mudam por estação, então confirme antes.

Brasileiro precisa de visto para ir a Santorini?

Não para turismo. A Grécia faz parte do espaço Schengen e o brasileiro pode ficar até 90 dias em cada período de 180 sem visto. O EES, que registra biometria na fronteira, já está totalmente operacional desde abril de 2026, e a autorização ETIAS está prevista para o último trimestre de 2026, quando começar, será exigida antes do embarque. Leve o passaporte com boa validade e confirme as regras no consulado, porque elas mudam.

Qual a melhor época para visitar Santorini?

De maio a outubro, com o mar agradável para banho. Julho e agosto são os mais quentes e cheios; eu prefiro o ombro da temporada, fim de maio, junho e setembro a início de outubro, pelo clima bom, menos gente e preços um pouco menores. No inverno, parte dos hotéis e restaurantes da caldera fecha, então confirme a operação na época da viagem.

Dá para usar milhas para ir a Santorini?

Dá, mas quase sempre em duas etapas: o trecho longo do Brasil até um hub europeu (como Lisboa, Madri ou Frankfurt) e, de lá, um voo doméstico ou ferry até a ilha. Como referência geral, voos para a Europa em classe econômica costumam sair na faixa de 60 a 75 mil milhas por trecho e a executiva de 140 a 160 mil, mas isso varia muito por programa, época e disponibilidade. Vale comparar emitir o doméstico Atenas–Santorini com pontos versus pagar em euros. Confirme valores e regras no seu programa antes de fechar.

Vale a pena ver o pôr do sol em Oia?

Vale pela vista, mas vá preparado para a multidão. O Castelo de Oia enche bem antes do sol cair na alta temporada. Eu recomendo chegar com uma hora ou mais de antecedência, ou então ver de um barco no passeio do fim de tarde ou de Imerovigli, que tem vista parecida com muito menos gente. O horário do pôr do sol muda ao longo do ano, então cheque no dia.

Santorini é boa para quem viaja com crianças?

Pode ser, com ajustes. A caldera tem muitas escadas e ruas em degraus, o que dificulta carrinho de bebê, e as praias de areia preta esquentam bastante no verão. Eu recomendo, com crianças, considerar uma base nas praias (Kamari, Perissa) ou um resort com mais espaço, como os de Megalochori, em vez de uma suíte pendurada no penhasco. Leve calçado de água e protetor reforçado, e confirme acessibilidade com o hotel antes de reservar.