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A IA pode cometer erros. Confirme valores, datas e regras no conteúdo editorial verificado abaixo.
Se você tem um cartão Itaú e quer usar os pontos para viajar, o primeiro passo é entender uma diferença que pega quase todo mundo de surpresa: o Itaú não funciona como a maioria dos bancos. Enquanto Bradesco e Banco do Brasil mandam os pontos para a Livelo, o Itaú tem o programa próprio e transfere direto para as companhias aéreas. Saber disso muda toda a sua estratégia. Vou explicar como os pontos funcionam, para onde vão e qual é a melhor forma de usá-los, com a ressalva de sempre, porque banco muda regra com frequência.
O erro que quase todo mundo comete
A confusão mais comum é achar que “todo banco vira Livelo”. Não é o caso do Itaú. A Livelo é uma empresa do Bradesco e do Banco do Brasil, ou seja, de bancos concorrentes do Itaú. Por isso o Itaú criou e mantém o próprio programa de pontos, justamente como resposta à Livelo, e não alimenta o concorrente.
Na prática, isso significa que você não vai encontrar a opção de transferir pontos Itaú para a Livelo. O caminho dos pontos Itaú é outro, e na verdade mais curto: eles vão direto para as companhias aéreas, sem escala num banco de pontos. Para quem vem de um cartão Bradesco ou BB, é uma mudança de lógica que vale internalizar.
Como você acumula pontos Itaú
O acúmulo é calculado sobre o valor em dólar das suas compras (a fatura em reais é convertida) e a taxa de pontos por dólar varia conforme o cartão. Em linhas gerais, os cartões de entrada acumulam por volta de 1 ponto por dólar, os intermediários ficam em torno de 1,5, e os topo de linha (Black e Infinite) chegam a 2 ou mais pontos por dólar. Alguns produtos específicos têm regra própria.
Como esses números mudam por campanha e por produto, trate-os como referência e confirme a taxa do seu cartão no app ou no site do Itaú antes de planejar. A regra de ouro é simples: quanto mais alto o cartão, mais rápido você junta, e é isso que justifica a anuidade de um cartão premium para quem gasta bem.
Para onde os pontos vão
Os pontos Itaú transferem direto para os principais programas aéreos: Smiles (Gol), TudoAzul (Azul), LATAM Pass e TAP Miles&Go. A proporção base costuma ser de 1 ponto para 1 milha, mas o Itaú roda campanhas de bônus com alguma frequência, e é nelas que mora o ganho. Já vi ações dobrando a transferência (1.000 pontos virando 2.000 milhas em um programa), então vale esperar uma boa janela antes de transferir, sempre que você não tiver pressa.
O destaque é a TAP a 1:1. Transferir 1 ponto Itaú = 1 milha TAP, e sem mínimo, é hoje um dos melhores caminhos para o TAP Miles&Go no Brasil. Depois que a Livelo encerrou a parceria com a TAP, esse 1:1 ficou restrito a um grupo pequeno — Itaú, C6 e Porto —, e o Itaú se diferencia por não exigir saldo mínimo (os outros pedem dezenas de milhares de pontos). Uma ressalva: isso vale para os cartões que pontuam no programa próprio do Itaú; cartões co-branded de companhia aérea (LATAM Pass Itaú, Azul Itaú) creditam direto na cia e não passam por aqui.
Antes de transferir, confirme que existe assento disponível na sua rota e data, porque a transferência costuma ser irreversível. O passo a passo de como emitir está em como resgatar milhas, e o valor de uso de cada programa, para você saber se a conta fecha, em quanto vale o milheiro.
Quanto tempo os pontos duram
A validade depende do nível do cartão. Nos cartões mais simples, os pontos costumam valer cerca de 24 meses; em cartões Gold, Platinum e na faixa Personnalité, em torno de 36 meses; e nos cartões Black e Infinite, os pontos em geral não expiram enquanto a conta está ativa. Pontos comprados costumam não ter prazo.
Vale conferir a regra exata do seu produto no regulamento vigente, porque prazos de validade são um dos itens que os bancos ajustam de tempos em tempos. Se os seus pontos têm prazo, programe-se para usá-los antes de vencer, perder ponto por validade é o desperdício mais bobo que existe.
A melhor (e a pior) forma de usar
A melhor forma, na imensa maioria dos casos, é transferir para uma companhia aérea e emitir uma passagem, é onde o ponto rende mais. A pior forma costuma ser usar os pontos para abater a fatura ou pegar cashback: nessas opções, 1.000 pontos valem por volta de R$ 20, uma taxa baixa perto do que a mesma quantidade rende numa boa emissão. O catálogo de produtos também costuma pagar mal.
Não é uma regra absoluta: se você não tem meta de viagem e os pontos estão prestes a expirar, abater fatura é melhor do que perdê-los. Mas, com algum planejamento, transferir para milhas é quase sempre o melhor destino. Rode a sua conta na calculadora do milheiro antes de decidir.
Se o benefício aparecer no app, também fiz a conta específica de 1.400 Pontos Itaú versus Rappi, iFood e Café Orfeu. A resposta curta: voucher vence quando substitui um gasto real; pontos vencem quando você quer milhas e pode esperar bônus de transferência.
Perguntas frequentes
Os pontos do Itaú vão para a Livelo?
Não. O Itaú tem programa de pontos próprio e não transfere para a Livelo (que é do Bradesco e do Banco do Brasil). Os pontos Itaú vão direto para as companhias aéreas, como Smiles, TudoAzul, LATAM Pass e TAP Miles&Go.
Como se chama o programa de pontos do Itaú?
Atualmente a marca é Pontos e Cashback, sucessora do Iupp e do antigo Sempre Presente. O Itaú já renomeou o programa mais de uma vez, mas a lógica de acumular no cartão e transferir para as aéreas se manteve.
Qual a proporção de transferência dos pontos Itaú?
A base costuma ser de 1 ponto para 1 milha nos programas aéreos parceiros, mas o Itaú roda campanhas de bônus que melhoram bastante essa relação. Vale esperar uma boa promoção antes de transferir, quando não há pressa.
Os pontos Itaú expiram?
Depende do cartão: nos mais simples, costumam valer cerca de 24 meses; em Gold e Platinum, em torno de 36 meses; e nos Black e Infinite, em geral não expiram enquanto a conta está ativa. Confirme a regra do seu produto no regulamento.
Vale a pena usar os pontos Itaú para abater a fatura?
Em geral não. Abater fatura ou pegar cashback paga pouco (cerca de R$ 20 por 1.000 pontos). Transferir para uma companhia aérea e emitir passagem rende bem mais. A exceção é quando os pontos vão expirar e você não tem viagem à vista.



