Aeroplan

Aeroplan: guia completo

O Aeroplan é o programa de fidelidade da Air Canada e um dos pilares da Star Alliance, a maior aliança aérea do mundo. Na prática, isso significa que os pontos que você junta no Aeroplan podem ser usados para emitir passagens em dezenas de companhias parceiras, Avianca, Lufthansa, Swiss, United, TAP, South African, Singapore Airlines, ANA, entre outras. Para quem mora no Brasil, ele não é um programa óbvio à primeira vista, justamente porque a Air Canada não voa para cá com a mesma presença das companhias nacionais. O valor do Aeroplan está menos nos voos da própria Air Canada e mais no que você consegue emitir nos parceiros a um custo de pontos que costuma surpreender.

O ponto central, e o motivo de o Aeroplan ser tão comentado nos grupos, é a lógica de ‘mesmo voo, programa diferente, muito menos pontos’. A maioria dos resgates em parceiros segue uma tabela organizada por região e faixa de distância, em boa parte dos casos um valor fixo, não um preço que sobe e desce livremente com a demanda. Isso gera contrastes grandes. O exemplo mais citado é a executiva da Avianca saindo do Brasil para Bogotá: pela tabela do Aeroplan, esse trecho cai na faixa de viagens dentro da América do Sul e parte de algo em torno de 35 mil pontos por trecho na executiva, enquanto o mesmo voo, emitido por um programa brasileiro como o Smiles, costuma pedir na casa de 160 mil a 187 mil milhas. Vale uma ressalva importante: nos voos operados pela própria Avianca e pela própria Air Canada, o Aeroplan aplica preço dinâmico (parte de um piso, mas pode variar), enquanto na maioria dos demais parceiros Star Alliance o preço fixo da tabela é mais previsível. Os números são aproximados e mudam por data e disponibilidade, sempre cote antes de planejar.

A tabela por região é a verdadeira força do programa, e ela se estende para os grandes resgates de longo curso. Viagens entre a América do Sul e a América do Norte em executiva costumam ficar na faixa de 40 mil a 60 mil pontos por trecho, conforme a distância; já a executiva entre a América do Sul e a Europa, operada por parceiros como Lufthansa, Swiss ou TAP, ficava na casa dos 80 mil pontos por trecho antes do reajuste e, após as mudanças de 1º de junho de 2026, subiu para algo em torno de 90 mil a 100 mil pontos em vários trechos. Mesmo com o aumento, o que mantém o Aeroplan competitivo é a política de taxas: desde 2020 ele deixou de repassar a sobretaxa de combustível nos resgates de parceiros. Companhias como Lufthansa e Swiss cobram sobretaxas pesadas quando você emite pelos próprios programas delas; pelo Aeroplan, essas cobranças simplesmente não aparecem, e você paga apenas taxas aeroportuárias e impostos, geralmente baixos. É a combinação de poucos pontos com taxa baixa que faz a conta fechar.

Agora a parte que mais interessa a quem mora no Brasil: como acumular pontos Aeroplan na prática. A rota mais confiável e disponível para qualquer pessoa é comprar pontos direto no site da Air Canada. O programa roda promoções de compra com frequência, bônus de 30%, 90% e até 100% sobre a quantidade comprada, e, nessas janelas, o custo cai para algo em torno de 1,4 a 1,9 centavo de dólar por ponto. Como a compra é em dólar, faça a conta no câmbio do dia e só compre quando já tiver um resgate específico em mente, para não ficar com pontos parados (eles podem ser desvalorizados). A segunda via, bastante citada nos grupos, é a transferência a partir do Amex Membership Rewards: quando disponível, costuma ser na proporção de 1 para 1, e a própria Air Canada já ofereceu bônus de transferência. O cuidado aqui é honesto e importante, no Brasil, os cartões da marca American Express são emitidos por bancos parceiros, e a lista de programas aéreos internacionais para os quais você consegue transferir varia. Antes de contar com essa rota, confirme no app ou com o emissor do seu cartão se o Aeroplan está mesmo entre os parceiros de transferência hoje, porque essa lista muda. Não existe cartão co-branded Aeroplan emitido no Brasil, então as duas portas realistas para o brasileiro são comprar pontos e, quando disponível, transferir de pontos de banco.

Quando o Aeroplan vale mais a pena do que os programas que o brasileiro já conhece? Ele tende a ganhar do Smiles e do LATAM Pass justamente nos resgates de executiva em parceiros Star Alliance, onde a tabela por distância cobra menos pontos e as taxas são baixas, o caso Avianca para Bogotá e os voos para a Europa via Lufthansa ou Swiss são os exemplos clássicos. Frente ao LifeMiles, que também emite na Star Alliance e às vezes cobra menos pontos ainda, o Aeroplan compensa pela previsibilidade da tabela fixa e por nunca surpreender com sobretaxa de combustível. E frente ao TAP Miles&Go, ele é mais forte quando você quer flexibilidade de companhia e rotas que a TAP não cobre. A desvantagem é o acúmulo: para o brasileiro, juntar Aeroplan dá mais trabalho do que juntar Smiles ou LATAM Pass no dia a dia, e por isso ele costuma fazer mais sentido para um resgate planejado e específico do que como programa principal.

Vale fechar com a ressalva de sempre: o universo de pontos e milhas muda rápido. Tabelas são reajustadas, promoções de compra abrem e fecham, listas de parceiros de transferência são alteradas e a disponibilidade de assentos em executiva é limitada e some rápido. Tudo o que está aqui é referência para você entender o jogo e decidir; antes de comprar pontos ou planejar uma emissão, confirme os valores e as regras vigentes direto no site oficial do Aeroplan e no canal do seu cartão.

Perguntas frequentes

O que é o Aeroplan?

O Aeroplan é o programa de fidelidade da Air Canada e faz parte da Star Alliance, a maior aliança aérea do mundo. Você acumula pontos Aeroplan e os usa para emitir passagens na Air Canada e em dezenas de companhias parceiras, como Avianca, Lufthansa, Swiss, United, TAP, South African e Singapore Airlines. Para quem mora no Brasil, o valor do programa está principalmente nos resgates em parceiros, já que a própria Air Canada tem presença limitada por aqui.

Como acumulo pontos Aeroplan no Brasil?

A forma mais confiável e disponível para qualquer pessoa é comprar pontos direto no site da Air Canada, o Aeroplan roda promoções de compra com frequência (bônus de 30% a 100%), e nessas janelas o custo cai para cerca de 1,4 a 1,9 centavo de dólar por ponto. A outra via citada é a transferência a partir do Amex Membership Rewards, normalmente na proporção de 1 para 1 quando disponível. Importante: no Brasil os cartões American Express são emitidos por bancos parceiros e a lista de programas aéreos internacionais varia, então confirme no app ou com o emissor do seu cartão se o Aeroplan está mesmo entre os parceiros de transferência antes de contar com essa rota. Não há cartão co-branded Aeroplan emitido no Brasil.

Por que a executiva pela Avianca sai tão mais barata no Aeroplan?

Porque o Aeroplan cobra a maioria dos resgates de parceiros por uma tabela organizada por região e distância, e não por um preço que acompanha livremente a demanda. O trecho do Brasil para Bogotá cai na faixa de viagens dentro da América do Sul, que parte de algo em torno de 35 mil pontos por trecho na executiva. O mesmo voo, emitido por um programa brasileiro como o Smiles, costuma pedir na casa de 160 mil a 187 mil milhas. Vale lembrar que, nos voos operados pela própria Avianca, o Aeroplan aplica preço dinâmico (pode variar acima do piso), então cote sempre antes de planejar.

As taxas do Aeroplan são baixas mesmo?

Sim, e esse é um dos maiores diferenciais do programa. Desde 2020 o Aeroplan deixou de repassar a sobretaxa de combustível nos resgates de parceiros. Companhias como Lufthansa e Swiss cobram sobretaxas pesadas quando você emite pelos programas próprios delas; pelo Aeroplan, essas cobranças não aparecem e você paga apenas taxas aeroportuárias e impostos, em geral baixos. Mesmo assim, confira o valor exato das taxas no momento da emissão, porque ele varia conforme rota e aeroporto.

Aeroplan, Smiles ou LifeMiles: qual usar?

Depende do voo. O Aeroplan tende a ganhar do Smiles nos resgates de executiva em parceiros Star Alliance, por cobrar menos pontos pela tabela por distância e por não repassar sobretaxa de combustível, o caso Avianca para Bogotá é o exemplo clássico. Frente ao LifeMiles, que também emite na Star Alliance e às vezes cobra menos pontos ainda, o Aeroplan compensa pela previsibilidade da tabela fixa e por nunca surpreender com sobretaxa. Para o brasileiro, porém, juntar Smiles ou LifeMiles no dia a dia costuma ser mais fácil, então o Aeroplan funciona melhor para um resgate planejado e específico. Vale comparar a emissão concreta nos três antes de decidir.

Vale a pena o Aeroplan para o brasileiro?

Vale, desde que com o uso certo. Ele brilha em três situações: executiva dentro da América do Sul e para a América do Norte com poucos pontos, executiva Star Alliance para a Europa com taxas baixas, e previsibilidade de preço onde a tabela é fixa. A limitação é o acúmulo: como não existe cartão co-branded Aeroplan no Brasil, as portas realistas são comprar pontos em promoção ou transferir de pontos de banco quando o Aeroplan estiver disponível como parceiro. Por isso, faz mais sentido tratá-lo como um programa para um resgate específico e planejado do que como seu programa principal do dia a dia.