British Airways Club: guia completo
O British Airways Club é o programa de fidelidade da companhia britânica British Airways. Até 2025 ele se chamava Executive Club, nome que você ainda vai encontrar em textos antigos e em telas do próprio aplicativo. A mudança não foi só de marca: a forma de subir de nível (o chamado status, ligado aos tier points) passou a ser baseada no quanto você gasta em passagens e serviços, e não mais na distância voada. Para quem só quer usar os pontos para viajar, o que importa é a moeda do programa, o Avios, e essa parte continua valendo a pena entender.
O Avios é uma moeda compartilhada. As contas de British Airways, Iberia, Qatar e Finnair (entre outras do grupo) usam o mesmo Avios, e você pode transferir saldo de uma para a outra pelo site avios.com, de graça e quase sempre na hora, desde que as contas estejam no seu nome. Na prática, isso significa que um Avios acumulado pela Iberia pode ser gasto pela British, e vice-versa. Há uma regra de tempo mínimo de conta para algumas transferências (na faixa de 30 dias após abrir a conta, segundo as condições atuais), então não deixe para criar a conta na véspera de emitir. As regras de prazo e de elegibilidade mudam, vale conferir no próprio avios.com antes de contar com a transferência.
A grande força da British é a tabela de resgate por distância. Em vez de cobrar um valor fixo por região, ela calcula o preço de cada trecho conforme a quilometragem do voo, com preços separados para datas de alta e baixa procura. Isso faz o programa ser muito competitivo em voos diretos curtos e médios, com emissões que começam por volta de 4.000 Avios por trecho em rotas curtas (faixa que muda conforme a rota e a data). O ponto de atenção é que a tabela é cobrada por trecho e por distância: voos com muitas conexões ou muito longos somam rápido, e em dezembro de 2025 a British encareceu vários resgates de longa distância em parceiras. Por isso o programa rende mais em pernas isoladas e diretas do que em itinerários longos com baldeação.
A pegadinha mais importante, e a mais contraintuitiva, é a sobretaxa, aquela cobrança em dinheiro que aparece além dos Avios. Ela não é fixa: depende de onde o voo começa. Saindo do Brasil, a sobretaxa em voos da própria British costuma ser baixa. Já em voos que partem de Londres, a cobrança dispara e pode chegar a centenas de libras por trecho nas classes superiores. Relatos da comunidade falam em algo na casa de poucas dezenas de reais saindo do Brasil contra alguns milhares de reais saindo de Londres no mesmo tipo de rota, números que servem só de ordem de grandeza, porque variam por rota, cabine e data. A lição prática: antes de emitir, sempre olhe quanto de dinheiro a tela pede, não só o número de Avios.
É aqui que entra a escolha entre British, Qatar e Iberia, mesmo usando os mesmos Avios. Quando a sobretaxa da British pesa (tipicamente em saídas de Londres e em classes premium), pode compensar resgatar pela Qatar, que historicamente cobra impostos e taxas baixos e costuma não repassar a sobretaxa cheia, então o mesmo voo pode sair com muito menos dinheiro. A Iberia, por sua vez, costuma ter sobretaxas mais leves que a British em travessias do Atlântico e tem suas próprias promoções de bônus. Não existe um programa sempre melhor: como o Avios é o mesmo, a regra é simular a mesma rota nos três e escolher o que pedir menos dinheiro. Vale lembrar que cada programa tem disponibilidade e tabelas próprias, e que algumas dessas vantagens (como a sobretaxa baixa da Qatar) podem mudar sem aviso.
Para acumular no Brasil, o caminho mais comum passa pela Iberia, que tem parceria direta com os programas de pontos brasileiros: você transfere de Livelo ou de Esfera para a Iberia e, de lá, move para a British pelo avios.com quando quiser. Outra rota é o Amex Membership Rewards, hoje ligado aos cartões Santander American Express, que transfere para a Iberia (o antigo Amex do Bradesco foi descontinuado). As paridades de transferência, os mínimos e eventuais promoções de bônus mudam com frequência, então confirme a taxa do dia antes de transferir. Por fim, lembre que tudo aqui é informação que envelhece: tabelas, sobretaxas, parceiros e regras de status são revisados pelas companhias de tempos em tempos, e o valor real de cada emissão só aparece na hora de simular.
Perguntas frequentes
O que é o British Airways Club e por que ele mudou de nome?
É o programa de fidelidade da British Airways, cuja moeda são os Avios. Em 2025 ele deixou de se chamar Executive Club e passou a se chamar British Airways Club. Junto com a mudança de nome, a companhia alterou a forma de subir de nível: o status passou a depender do quanto você gasta em passagens e serviços, e não mais da distância voada. Para quem só quer juntar e usar pontos, a moeda continua sendo o Avios.
Como acumulo Avios no Brasil?
O caminho mais usado passa pela Iberia, que tem parceria direta com programas brasileiros: você transfere de Livelo ou de Esfera para a Iberia e depois move o saldo para a British pelo avios.com. Outra opção é o Amex Membership Rewards, hoje ligado aos cartões Santander American Express, que também transfere para a Iberia. As paridades e os mínimos de transferência mudam, então confirme a taxa do dia antes de transferir.
Por que a sobretaxa muda tanto dependendo de onde o voo sai?
A sobretaxa é uma cobrança em dinheiro que a companhia adiciona além dos Avios, e ela varia conforme a origem do voo. Saindo do Brasil em voos da própria British, costuma ser baixa. Saindo de Londres, dispara e pode chegar a centenas de libras por trecho em classes premium. Por isso a recomendação é sempre olhar quanto de dinheiro a tela pede, e não só o número de Avios, antes de confirmar a emissão.
Quando vale a pena usar British, Qatar ou Iberia?
Como os três usam o mesmo Avios, a melhor escolha depende da rota e, principalmente, da sobretaxa. A British costuma ser ótima para voos diretos curtos e médios com saída do Brasil, onde a taxa é baixa. Quando a sobretaxa pesa (em geral saindo de Londres ou em classes superiores), pode compensar resgatar pela Qatar, que historicamente cobra menos dinheiro. A Iberia também tende a ter taxas mais leves em travessias do Atlântico. A regra prática é simular a mesma rota nos três e escolher o que pedir menos dinheiro.
A tabela de resgate por distância vale a pena?
Para o tipo certo de voo, sim. A British calcula o preço de cada trecho pela distância, com valores separados para datas de alta e baixa procura, e isso a torna muito competitiva em voos diretos curtos e médios, com emissões a partir de cerca de 4.000 Avios por trecho em rotas curtas. O ponto fraco é que a cobrança é por trecho: itinerários longos ou com muitas conexões somam rápido, e resgates de longa distância ficaram mais caros após ajustes recentes. Em resumo, ela rende mais em pernas isoladas e diretas.
Dá para transferir Avios entre British e Iberia?
Sim. As contas de British, Iberia, Qatar e Finnair usam o mesmo Avios, e você move o saldo entre elas pelo avios.com, de graça e quase sempre na hora, desde que as contas estejam no seu nome. Há uma exigência de tempo mínimo de conta para algumas transferências (na faixa de 30 dias após a abertura, pelas regras atuais), então não deixe para criar a conta na véspera. Confirme as condições no avios.com, porque essas regras mudam.
O que mudou no programa em 2025?
A mudança principal foi no status: a partir de 2025, com o novo nome British Airways Club, os tier points (que definem o nível de fidelidade) passaram a ser ganhos por valor gasto, na base de cerca de 1 ponto por libra de gasto qualificado, em vez de por distância voada. A moeda de resgate continua sendo o Avios, e a tabela de emissão segue por distância. Houve também ajustes de preço em resgates de longa distância ao longo do ano. Como tudo isso é revisado de tempos em tempos, confirme os números atuais no site da British antes de planejar.