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A IA pode cometer erros. Confirme valores, datas e regras no conteúdo editorial verificado abaixo.
Em quase todo programa, o preço em milhas sobe e desce conforme a data. Mas alguns mantêm tabela fixa para voos de parceiros: um valor por trecho que não muda com a procura. Eu uso essa lógica direto, e aqui explico como, com os pisos que verifiquei.
O que é tabela fixa de prêmio (e por que importa)
A maioria das emissões hoje é dinâmica: o programa olha a tarifa do dia e cobra mais milhas quando o voo está caro ou cheio. Tabela fixa é o oposto. Em vez de seguir a tarifa, o programa publica um valor por trecho, definido pela região do voo ou pela distância, e cobra aquilo independentemente da data. O mesmo assento custa o mesmo número de milhas num feriado disputado ou numa terça-feira vazia. Para quem viaja em alta temporada, é aí que mora a economia.
Essa tabela costuma valer para voos de companhias parceiras, não para os voos da própria companhia. Faz sentido: o programa negocia um lote de assentos com a parceira e precifica por uma régua simples. O detalhe que muita gente ignora é que a régua de um programa estrangeiro pode ser bem mais barata que a do programa nacional para o mesmo voo.
Antes de tudo, o aviso honesto: tabela fixa não é tabela eterna. Os programas reajustam esses valores periodicamente, às vezes de um dia para o outro, e nem sempre avisam com antecedência. Os números que cito aqui foram conferidos em meados de 2026 e servem como referência de ordem de grandeza, em faixas. Sempre confirme o valor vigente na própria companhia no momento de emitir.
Avios por distância: Iberia, British e Qatar
Avios é a moeda compartilhada por Iberia, British Airways, Qatar e outras, e a régua aqui é a distância do trecho, não a data. Trechos curtos entram em faixas baixas e ficam baratos; trechos longos sobem de faixa. As faixas mais curtas começavam perto de 4.000 a 6.000 Avios por trecho em econômica em meados de 2026, subindo conforme a distância. Iberia e British usam versões parecidas dessa lógica, com a Iberia ainda aplicando datas de alta e baixa em parte das rotas próprias.
O ponto que mais rende para quem está no Brasil: a LATAM é parceira Avios na América do Sul, então dá para emitir voos domésticos brasileiros pagando Avios por distância. Em meados de 2026, um trecho curto como São Paulo–Rio saía por volta de 6.000 Avios em econômica, e algo mais longo como Recife–São Paulo ficava perto de 11.000, sempre por trecho, e sempre sujeito a mudança. Como é tabela por distância, o preço não muda se você viaja num feriado.
Há uma sutileza geográfica que às vezes ajuda quem sai do Nordeste: por estar mais perto da Europa, algumas rotas internacionais saindo de Recife ou Fortaleza caem numa faixa de distância menor e podem custar menos Avios que a mesma classe saindo de São Paulo. Isso vale principalmente para voos à Europa, não é regra para todo destino, simule a sua rota específica antes de concluir que sai mais barato pelo Nordeste. A régua é a distância real do trecho; teste origens alternativas e compare.
LATAM Pass e American (AA) com parceiros
A LATAM Pass mantém uma tabela fixa para emitir companhias parceiras, com valor por trecho que não acompanha a tarifa do dia. O problema prático é o acesso: esses resgates em geral não aparecem no site e precisam ser pedidos pelo call center ou pelo WhatsApp da companhia, porque o buscador online é otimizado para os voos da própria LATAM. Em março de 2026, a LATAM reajustou essa tabela, com alta média de cerca de 20% em várias combinações internacionais, sobretudo em cabines premium; segundo o que a companhia comunicou, bilhetes com origem ou destino no Brasil teriam ficado de fora do aumento. Confirme o valor do seu trecho específico.
Do outro lado, a American (AAdvantage) virou parceira da GOL e passou a emitir voos da brasileira com milhas AA. O piso citado para voos dentro do Brasil em econômica girava em torno de 7.500 milhas por trecho, atraente frente ao programa nacional em datas caras. Mas atenção: em março de 2026 a American mexeu nesses resgates e passou a aplicar vários níveis, parcialmente dinâmicos, na GOL. Na prática, o piso baixo aparece só em alguns assentos e datas, e as tarifas de prêmio mais altas podem custar muito mais.
Então, como tratar isso na hora de planejar: encare 7.500 milhas dentro do Brasil pela AA como melhor cenário possível, não como preço garantido. Antes de transferir pontos para a American só por causa desse número, simule a data real e veja o valor que aparece, se vier um nível mais caro, a conta muda. A lógica de tabela fixa continua existindo, mas com camadas dinâmicas por cima; é exatamente o tipo de regra que pede checagem na hora.
Emitir doméstico no Brasil por programa estrangeiro
A ideia que vale guardar: para o mesmo voo dentro do Brasil, um programa estrangeiro com tabela fixa costuma cobrar menos milhas que o programa nacional, porque ele precifica por distância ou região, sem o componente dinâmico que encarece datas movimentadas. Foi assim que muita gente passou a emitir trechos domésticos com Avios da Iberia (via LATAM), milhas AA (via GOL), pontos Aeroplan da Air Canada ou ConnectMiles da Copa, em vez de gastar mais no programa de casa em alta temporada.
Cada um tem sua régua. A Aeroplan (Air Canada) usa tabela por distância para parceiros, com pisos baixos em trechos curtos, mas reajustou a tabela em junho de 2026, então os valores antigos que circulam podem estar defasados. A Copa (ConnectMiles) trabalha com tabela fixa por região, sem sobretaxa de combustível nas parceiras, o que ajuda no custo final. São portas diferentes para o mesmo assento; o que muda é quantas milhas e quanto de taxa cada uma cobra.
Antes de transferir qualquer ponto, faça a conta completa: milhas necessárias mais taxas e impostos, comparando o programa estrangeiro com o nacional para a mesma data e o mesmo voo. Às vezes o estrangeiro ganha com folga; às vezes a diferença some depois das taxas, ou a disponibilidade de assento de parceiro simplesmente não existe naquele dia. A vantagem é real e recorrente, mas não é automática. A transferência de pontos costuma ser irreversível, então confirme o assento antes de mover saldo.
Como achar a vaga de parceiro
O obstáculo quase nunca é o preço, é encontrar o assento de prêmio liberado pela parceira. Por isso eu separo as duas etapas: primeiro localizar a vaga, depois decidir por qual programa emitir. Telas de busca ajudam a enxergar onde há assento. Ferramentas como o Seats.aero varrem mais de vinte programas de uma vez e mostram disponibilidade de voos próprios e de parceiros; sites como os da Alaska e da United também funcionam bem como vitrine, porque exibem a disponibilidade da companhia e de suas parceiras numa interface mais clara que a de muitos programas.
A partir daí, vale lembrar que o assento que você vê numa busca às vezes é emitível por mais de um programa, você confirma a vaga numa tela e finaliza a emissão em outra, transferindo os pontos para o programa que cobra menos por aquele trecho. Não há truque nem brecha aqui: é a mesma disponibilidade pública sendo precificada por réguas diferentes, e você escolhe a régua mais barata. Veja mais sobre essa lógica no nosso guia de o mesmo voo custa milhas diferentes por programa.
Dois cuidados práticos fecham a etapa. Primeiro, confirme a vaga antes de transferir pontos, porque a disponibilidade some rápido e a transferência costuma não ter volta. Segundo, alguns desses resgates (caso da LATAM com parceiras) não fecham online e exigem ligar para o call center ou usar o WhatsApp da companhia, reserve tempo para isso e tenha em mãos os trechos exatos que viu na busca.
Cuidados: o que muda sem aviso
Tabela fixa é uma ferramenta poderosa justamente porque protege você da precificação dinâmica em datas caras, mas ela tem prazo de validade. Programas reajustam esses valores quando querem, às vezes com alta de 20% ou mais de uma vez, como vimos na LATAM em março e na Aeroplan em junho de 2026. O número que serve hoje pode estar diferente amanhã. Trate todo piso deste guia como ponto de partida para a sua própria checagem, não como garantia.
Some a isso as camadas dinâmicas que começaram a aparecer mesmo dentro de tabelas que eram fixas, o caso da American com a GOL é o exemplo claro: o piso baixo continua existindo, mas convive com níveis mais caros que entram conforme a data, o assento e o número de trechos. O hábito certo é simular a data real e olhar o valor que o sistema mostra para o seu voo, em vez de confiar no melhor cenário que circula nos grupos.
Por fim, taxas e disponibilidade fecham a conta de verdade. Um resgate com poucas milhas pode vir com taxas e impostos que reduzem a vantagem, e o assento de prêmio da parceira pode simplesmente não estar liberado na sua data. Compare o custo total, milhas mais taxas, entre o programa estrangeiro e o nacional, confirme o assento antes de mover qualquer ponto, e lembre que regras de parceria, pisos e formas de emissão mudam sem aviso.
Perguntas frequentes
Perguntas frequentes
O que é uma tabela fixa de prêmio?
É quando o programa cobra um número fixo de milhas por trecho, definido pela região ou pela distância do voo, em vez de variar com a data e a procura. Vale principalmente para voos de companhias parceiras. O mesmo assento custa o mesmo num feriado ou num dia vazio, o que ajuda em alta temporada. A própria tabela, porém, pode ser reajustada pelo programa sem aviso prévio; confirme o valor vigente antes de emitir.
Quanto custa emitir um voo doméstico no Brasil com Avios?
Como Avios usa tabela por distância e a LATAM é parceira na América do Sul, dá para emitir trechos domésticos brasileiros pagando Avios. Em meados de 2026, um trecho curto como São Paulo–Rio saía por volta de 6.000 Avios em econômica, e algo mais longo como Recife–São Paulo perto de 11.000, sempre por trecho. São faixas de referência: o valor depende da distância exata e pode mudar, então simule a sua rota na hora.
É verdade que dá para voar pela GOL com 7.500 milhas da American?
Esse era o piso citado para voos dentro do Brasil em econômica pela AAdvantage usando a GOL. Mas em março de 2026 a American passou a aplicar vários níveis, parcialmente dinâmicos, nesses resgates: o piso baixo aparece só em algumas datas e assentos, e tarifas mais altas custam bem mais. Trate 7.500 como melhor cenário, não como preço garantido, e confira o valor real da sua data antes de transferir pontos.
Por que emitir por um programa estrangeiro sai mais barato que pelo nacional?
Porque o programa estrangeiro com tabela fixa precifica o voo por distância ou região, sem o componente dinâmico que encarece datas movimentadas no programa nacional. Para o mesmo assento, isso costuma resultar em menos milhas. A vantagem é recorrente, mas não automática: depende da rota, da data, das taxas e de a parceira ter liberado assento. Sempre compare o custo total em milhas mais taxas antes de decidir.
Como faço para achar o assento de prêmio antes de emitir?
Use telas de busca que mostram disponibilidade de parceiros, como Seats.aero, Alaska e United, para localizar onde há assento liberado. Depois decida por qual programa emitir, já que a mesma vaga às vezes é emitível por mais de um. Confirme a vaga antes de transferir pontos, porque a disponibilidade some rápido e a transferência costuma ser irreversível.
Preciso ligar no call center para emitir parceiros?
Depende do programa. Vários resgates de parceiros da LATAM Pass, por exemplo, não fecham pelo site e precisam ser pedidos pelo call center ou pelo WhatsApp da companhia. Outros programas, como os que usam Avios, costumam permitir emissão online. Tenha em mãos os trechos exatos que viu na busca para agilizar o atendimento, e reserve tempo, porque essas regras mudam.



