RevPoints: guia do programa de pontos da Revolut no Brasil
Veredito MilhasBot
Para mim, o RevPoints virou a ponte mais barata do Brasil para milhas estrangeiras: comprando pontos na assinatura, o milheiro de Iberia, British Airways e Qatar sai por cerca de R$ 51, algo que nenhum programa nacional entrega — e mesmo com a mudança de julho de 2026, que dobrou o custo de Turkish, Etihad e SAS, esse nicho segue sem rival. Só não conte com o acúmulo no débito para fabricar milha.
Resumo gerado no seu dispositivo
A IA pode cometer erros. Confirme valores, datas e regras no conteúdo editorial verificado abaixo.
O RevPoints é o programa de pontos da Revolut, a fintech global que chegou ao Brasil com uma proposta que nenhum banco daqui faz: transferir pontos na paridade 1 para 1 direto para programas estrangeiros como Iberia, British Airways e Qatar, além de LATAM Pass e Smiles. Explico como ele funciona, o que muda com as novas taxas anunciadas em julho de 2026 e em que situação ele entra na minha estratégia.
O que é o RevPoints
O RevPoints nasceu como programa global da Revolut e começou a operar no Brasil em fase de testes em julho de 2025, com oito programas aéreos internacionais na paridade 1:1. Foi crescendo: ganhou a compra avulsa de pontos em outubro de 2025 e, em junho de 2026, somou LATAM Pass e Smiles, o passo que o tornou relevante para qualquer milheiro brasileiro, não só para quem voa com companhias estrangeiras.
A leitura que faço: o RevPoints não compete com Livelo e Esfera no acúmulo do dia a dia, compete como ponte. É hoje o único caminho brasileiro para mandar pontos 1:1 para Iberia, British Airways, Qatar, Finnair e Singapore KrisFlyer, paridades que nos programas nacionais custam de 2:1 a 4:1.
Como acumular
O acúmulo é no cartão de débito e, desde janeiro de 2026, a régua é em dólar: US$ 10 = 1 ponto no plano gratuito (Standard), US$ 4 = 1 ponto no Plus, US$ 2 = 1 ponto no Premium e US$ 1 = 1 ponto no Metal. Na prática, o plano gratuito rende pouco, o acúmulo só ganha corpo nos planos pagos.
O salto veio com o cartão de crédito Revolut Ultra, lançado em 2026: 3 pontos por dólar gasto, salas VIP ilimitadas e IOF zero no câmbio. É um cartão de anuidade alta, que analisei em separado no review do Revolut Ultra, para quem gasta forte em dólar, é ele que transforma o RevPoints em programa de acúmulo de verdade.
Há ainda o caminho mais direto: comprar pontos. Na modalidade recorrente (assinatura mensal), o milheiro sai por cerca de R$ 51; na compra avulsa, a faixa vai de R$ 60 a R$ 100 por milheiro conforme o pacote. Os valores valem desde outubro de 2025 e mudam, confirme no app.
Para onde transferir
A lista brasileira cobre mais de uma dúzia de programas, historicamente todos 1:1: Iberia (Avios), British Airways Club (Avios), Qatar Privilege Club (Avios), TAP Miles&Go, Finnair Plus, Singapore KrisFlyer, Turkish Miles&Smiles, Etihad Guest, SAS EuroBonus, China Southern Sky Pearl Club, Aer Lingus AerClub, Vueling Club, e, desde junho de 2026, LATAM Pass e Smiles.
O trio de Avios (Iberia, British Airways e Qatar) é o coração do programa para brasileiros: 1:1 aqui contra 3,5:1 na Livelo ou 2:1 na Esfera. É uma diferença brutal, cada ponto Revolut vale, nesse destino, o que 2 a 3,5 pontos dos programas nacionais valem.
A mudança de julho de 2026: Turkish, Etihad, SAS e China Southern
Em julho de 2026, a Revolut exibiu no app um comunicado alterando as taxas de parte das parceiras internacionais: Turkish Miles&Smiles, Etihad Guest e SAS EuroBonus passam de 1:1 para 2 RevPoints = 1 milha, na prática, uma desvalorização de 50% nesses destinos. A China Southern (Sky Pearl Club) fica em 3 RevPoints = 2 milhas.
A Revolut não publicou data efetiva no comunicado que vimos; trate a mudança como iminente ou já em vigor e confirme a taxa na tela de transferência antes de mover pontos. O recado estratégico: se você guardava RevPoints pensando em Turkish (que tem ótimos resgates saindo do Brasil na Star Alliance) ou Etihad, a janela do 1:1 fechou, e o custo efetivo do milheiro comprado dobra de R$ 51 para cerca de R$ 102 nesses programas.
O que NÃO mudou (até a publicação deste guia): Iberia, British Airways, Qatar, TAP, Finnair, KrisFlyer, LATAM Pass e Smiles seguem 1:1. É onde o programa continua imbatível, mas o próprio histórico mostra que paridade é promessa, não contrato: a Revolut avisou desde o lançamento que as taxas podiam mudar, e mudaram.
Validade e regras
Os RevPoints valem 3 anos a partir da emissão, mais folgado que a Livelo (24 a 36 meses), menos que o C6 Átomos (não expira). A conta em si é gratuita no plano Standard, e o câmbio sem IOF e sem spread é o benefício que costuma trazer as pessoas para dentro; os pontos vêm como camada extra.
Como todo programa novo no Brasil, as regras se movem rápido: em um ano houve mudança de régua de acúmulo (janeiro de 2026), entrada de LATAM e Smiles (junho) e a desvalorização de parte das internacionais (julho). Antes de qualquer transferência grande, vale os 30 segundos de conferir a paridade na tela, e a calculadora do milheiro para saber se o resgate compensa.
Veredito
Para mim, o RevPoints entra na estratégia por um motivo só, e ele é forte: é a ponte 1:1 mais barata do Brasil para Avios (Iberia, British Airways, Qatar) e KrisFlyer. Comprando pontos na assinatura a cerca de R$ 51 o milheiro, você monta saldo nesses programas por menos da metade do caminho tradicional via Livelo ou Esfera. Para quem emite executiva internacional com Avios, isso paga viagem.
A ressalva ficou maior em julho de 2026: a desvalorização de Turkish, Etihad e SAS para 2:1 mostrou que essas paridades mudam sem muita cerimônia. Eu não deixaria saldo grande parado no RevPoints, compro, transfiro e uso. O acúmulo no débito é fraco fora do Metal, e o jogo de verdade está no cartão Ultra (3 pontos por dólar) ou na compra direta de pontos. Confirme taxas e condições no app antes de cada transferência; num programa que muda todo trimestre, o print de ontem não vale amanhã.
Perguntas frequentes
O que é o RevPoints da Revolut?
É o programa de pontos da fintech Revolut, disponível no Brasil desde 2025. Os pontos acumulam no débito (e no cartão de crédito Ultra) e transferem para mais de uma dúzia de programas aéreos, incluindo Iberia, British Airways, Qatar, LATAM Pass e Smiles na paridade 1:1.
Para quais programas o RevPoints transfere 1:1?
Até a publicação deste guia: Iberia, British Airways Club, Qatar Privilege Club, TAP Miles&Go, Finnair Plus, Singapore KrisFlyer, Aer Lingus, Vueling, LATAM Pass e Smiles. Turkish, Etihad e SAS saíram do 1:1 na mudança de julho de 2026. Confirme no app: as taxas mudam.
O que mudou nas taxas do RevPoints em julho de 2026?
Um comunicado no app anunciou novas taxas para parte das parceiras internacionais: Turkish Miles&Smiles, Etihad Guest e SAS EuroBonus passam a 2 RevPoints = 1 milha (antes 1:1), e a China Southern fica em 3 RevPoints = 2 milhas. A data efetiva não foi publicada, confirme a taxa na tela de transferência.
Quanto custa comprar RevPoints?
Na modalidade recorrente (assinatura mensal), o milheiro sai por cerca de R$ 51; na compra avulsa, entre R$ 60 e R$ 100 o milheiro conforme o pacote. Transferindo 1:1 para Iberia, BA ou Qatar, é o jeito mais barato de montar saldo de Avios no Brasil hoje. Valores mudam, confirme no app.
Os RevPoints expiram?
Sim, valem 3 anos a partir da emissão. É mais prazo que a Livelo, mas menos que programas sem validade como o C6 Átomos, não deixe saldo grande dormindo, especialmente num programa que já mudou paridades sem aviso longo.
Vale mais acumular no RevPoints ou na Livelo?
São jogos diferentes. Para milhas nacionais (LATAM, Smiles, Azul), a Livelo segue mais prática pelo ecossistema de bônus. O RevPoints ganha disparado num nicho: mandar pontos 1:1 para programas estrangeiros (Avios, KrisFlyer) que na Livelo custam 3,5:1. Se o seu objetivo é executiva internacional via Avios, o RevPoints é hoje o caminho mais barato.



